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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Pescadores de Ílhavo em Lisboa (imagem de 1860)




Pescadores de Ílhavo em Lisboa (imagem de 1860)

Todos sabemos que durante os meses da pesca, grande parte da povoação marítima de Ílhavo vai lançar as redes por essas costas de Portugal, e que para Lisboa vem muitas companhas. As praias, desde a torre de Belém até Paço d Arcos, são a paragem onde mais se encontram homens e mulheres dessa tribo, que constitui um tipo individual no nosso país.

(...)

O velho ovarino, que passava a maior parte das noites fora da barra na pescaria, desforrava- se ao jantar em galhofar com os bisnetos, os quais, logo que ouviam as badaladas, iam-no, esperar mais a mãe, que igualmente a essa hora recolhia da venda com a sua canastra, que era também, quando já vazia do peixe, berço do filhinho que andava criando.

(...)

Como aquela gente, sem eira nem beira, sempre fora de casa agenciando a vida, cria os filhos trazendo-os constantemente, ora nos braços, ora ao peito ora á cabeça, sem cansaço, sem enfado, alegre e risonhamente, pareceria coisa fabulosa, se não soubéssemos que o amor de mãe obra prodígios, e vence todos os outros amores, até o da gloria.

O sr. Anunciação é verdadeiro em todas as suas copias do natural. Nesta varina, ou ovarina, se vê. Aqueles desvelos e carinho pela filha, embalada em humilde canastra, não são inferiores aos que pôde desfrutar a infância opulenta, acalentada por amas e aias em berços cortinados.

Esta pintura sobre ter o mérito de representar os trajos graciosos daquela povoação marítima, é de mui correcto desenho, e de exacta perspectiva, como tem todos os quadros do sr. Anunciação, paisagista já admirável, e que tem diante de si um largo futuro, se lhe proporcionarem os meios de fazer uma viagem fora do reino, onde o seu talento poderá tomar altíssimos voos.

Archivo pittoresco, Volume 3, 1860

 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Imagens Milagrosas em Portugal - Aveiro



Imagens Milagrosas em Portugal - Aveiro 

No Convento de Carmelitas Descalços de Aveiro, existe um retrato de Cristo, Nosso Senhor, que foi tirado de Amiralda e o enviou de presente o Grão Turco ao Papa Inocêncio VIII, para efeito de lhe resgatar um irmão seu que tinha cativo.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Relíquias Sagradas em Portugal - Aveiro



Relíquias Sagradas em Portugal - Aveiro

No Mosteiro de Jesus da Ordem Dominicana, em Aveiro, conserva-se o dedo polegar de S. Pantaleão Mártir; e em sepultura honorífica o corpo da Princesa de Portugal, Santa Joana, filha do rei Afonso V.


Nesta mesma cidade de Aveiro, no Convento de Carmelitas Descalços, existe, com devida veneração, uma partícula do Santo Lenho e um grande retalho do escapulário da gloriosa Santa Teresa.

Relíquias Sagradas em Portugal - Arouca



Relíquias Sagradas em Portugal - Arouca

No Convento de S. Bernardo em Arouca, guarda-se uma Cruz do Santo Lenho que foi da Rainha D. Mafalda, que na atestação confessa tinha sido da Rainha Santa Helena.

Também se guarda o queixo de S. Brás com três dentes e um dente de S. Pedro.

E o corpo da soberana Infanta D. Mafalda, filha del rei D. Sancho I.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

História de Aveiro e antigo brasão (imagem de 1860)



História de Aveiro e antigo brasão (imagem de 1860)

A CIDADE DE AVEIRO

Assentada em terreno de mediana elevação a cidade de Aveiro espelha-se nas águas de uma vasta ria, formada pelo rio Vouga, cuja foz lhe fica vizinha, e pelas ondas do oceano que, entrando por um esteiro em frente da cidade, lhe dão a vantagem de possuir um porto de mar, muito bom em outros tempos, e na actualidade bastante obstruído de areias. Está situada em distancia quase igual dos rios Douro e Mondego, pois dista do primeiro dez léguas para o norte, e do segundo nove para o sul.

Abstraindo dessas historias meio incertas, meio fabulosas, com que os nossos geógrafos falam dos primeiros povoadores desta terra, há todo o fundamento para crer que, durante a dominação dos romanos na Lusitânia, havia ali uma cidade florescente, com o nome de Talabriga.

Com as invasões, que se sucederam á queda do império romano, e talvez ainda mais com a terrível inundação dos sarracenos que destruiu em toda a península ibérica a monarquia dos godos, arruinou-se e despovoou-se completamente aquela cidade. E assim permaneceu por muitos séculos, pois que só no décimo quinto é que foi reedificada e novamente povoada pelo infante D. Pedro, duque de Coimbra, e filho del rei D. João I, sendo regente do reino na menoridade de seu sobrinho D. Afonso V.

DESENVOLVIMENTO

Por essa ocasião, não passando de uma simples vila foi cingida de altos e fortes muros ameiados; porém a população, no seu crescente desenvolvimento, transpôs os limites que a apertavam, e dilatando-se para o norte e para o sul, formou arrabaldes cheios de boa casaria, que não tardaram a constituírem-se em novos bairros da vila.

Em 1515 deu-lhe foral el rei D. Manuel, concedendo-lhe muitos privilégios e isenções. E a prospero estado chegou nesse século, graças á capacidade que então tinham o seu porto; e a sua barra, que no ano de 1550 contava doze mil habitantes, e possuía mais de cento e cinquenta navios, pela maior parte de alto mar, expedindo todos anos não menos de sessenta para a pesca do bacalhau nos bancos da Terra Nova, e mais de carregados de sal para diversos portos.

DECADÊNCIA

O chuvoso e tempestuoso inverno de 1575, obstruindo- lhe de areias o porto e a barra, deu principio á sua decadência. Com o decurso do tempo agravou-se de tal sorte este mal, que a sua barra, removida pelo movimento das areias quinze milhas mais para o sul, tornou-se difícil e perigosa; os fertilissimos campos de Aveiro que chegaram a produzir, em alguns anos, trinta mil moios de trigo, e as suas celebradas marinhas, donde tiravam anualmente de doze a dezasseis mil moios de sal, ou se esterilizaram, cobrindo-se das mesmas areias, ou alagados se converteram em terrenos pantanosos e insalubres, que tanto concorreram para se ir despovoando Aveiro.

RENASCIMENTO

No principio deste século tratou seriamente governo de prover de remédio a tão grande mal, encarregando o brigadeiro Oudinot, e o tenente coronel Luiz Gomes de Carvalho, dois engenheiros distintos, de confecionarem um plano de conducente ao fim proposto. Encetaram-se os trabalhos em 1802 e concluíram-se em 1808, deixando construído um dique de mil duzentas e dez braças de comprimento, setenta e dois palmos largura, e altura superior ás mais elevadas marés; em cuja obra se despendeu mais de cem contos réis.

Com este dique melhorou muito o porto e a barra, e por conseguinte melhoraram também os campos e as marinhas de sal. Animou-se o comercio e a navegação, e Aveiro, então já elevada categoria de cidade e sede episcopal por el D. José, readquiriu em grande parte os dias da sua passada prosperidade. Todavia, como que se acabou aquela importante obra hidráulica não se cuidou mais da sua conservação, tornaram as areias a acumular-se no porto e na barra, com grave prejuízo da navegação e comercio. Há tempos que se empreenderam, e continuam ao presente, trabalhos de melhoramento.

A CIDADE DE AVEIRO

Divide se a cidade de Aveiro em cinco bairros, contando entre estes o chamado arrabaldes. O mais antigo, ainda se vê cingido com os muros que lhe levantou o infante D. Pedro, duque de Coimbra. Um esteiro, ou braço de mar, separa a cidade em duas partes, facilitando a comunicação duas pontes de pedra, sendo uma delas de melhor fabrica.

IGREJAS E CONVENTOS

Tem quatro igrejas paroquiais; a sé, no bairro antigo; a da Vera Cruz, que é um bom templo de três naves no bairro do norte; a do Espírito Santo, de antiga arquitectura, no do sul; e a de Nossa Senhora da Apresentação, que outrora tinha por orago a S. Gonçalo, edificada no lado do sul. Nos distritos destas freguesias há quatorze ermidas.

A igreja da Misericordia, de arquitectura moderna, é um grande e belo templo; e o seu hospital é também um bom edifício.

Conta a cidade de Aveiro seis conventos, três de freiras, que ainda estão povoados, e três que pertenceram ás extintas ordens de religiosos. Daqueles o mais autorizado é o real mosteiro de Jesus, de religiosas dominicanas, no qual lançou a primeira pedra el rei D. Afonso V, no ano de 1462, e aonde depois se recolheu sua filha a princesa Santa Joana, falecendo no habito de freira, mas só com voto simples, por lhe não consentirem votos solenes, em razão de ser herdeira presuntiva da coroa na falta de seu irmão, o príncipe D. João, depois rei segundo do nome. O corpo da santa princesa está num rico sepulcro.

O convento da Madre de Deus, de religiosas da terceira ordem de S. Francisco, edificado em 1644, em cuja igreja se admira um belo retabolo.

O convento de S. João Evangelista, de religiosas carmelitas descalças, fundado em 1658 pelo duque de Aveiro, D Raimundo de Lencastre, nos Paços que aí possuía. Está situado na parte mais antiga da cidade, forma um grande quadrado, com quatro frentes apalaçadas, que terminam em quatro torreões mais elevados e pontiagudos.

Os conventos de frades eram os seguintes: o de Nossa Senhora da Misericordia, fundado dentro dos muros pelo infante D. Pedro, duque de Coimbra, no ano de 1423; e fora deles, o de Santo António, de frades menores da Província da Soledade, com uma linda cerca abundante de agua e arvoredos, edificado em 1524 e reconstruído nos anos de 1564 e 1583; o de Nossa Senhora do Carmo, de carmelitas descalços, também com bonita cerca, fundado em 1613 por D. Brites de Lara, mulher de Pedro de Medicis, irmão do grão duque de Toscana.  A igreja deste convento é vasta e está construída com grandeza. Na capela mor, do lado do Evangelho, descansa a fundadora num magnifico mausoleo de mármores de cores.

No bairro antigo há um recolhimento de terceiras de S. Francisco, e junto do convento de Santo António uma igreja de terceiros também de S. Francisco.

Aveiro tem casas nobres de agradável aparência, bom cais de pedra, aonde chegam os navios, alfandega, e um passeio formosíssimo, tanto pelas árvores gigantescas que o adornam, como pelas vistas aprazíveis, que dele se desfruta. É uma frondosa alameda situada na parte alta da cidade entre a porta de Vagos e o convento de Santo António.

A cidade é abastecida de agua por cinco fontes, das quais a principal é a da Ribeira, que serve de ornamento a uma praça junto do esteiro. Vem-lhe a agua de longe, por um bom aqueduto sobre arcos.

SUBÚRBIOS

Os subúrbios de Aveiro são mui formosos pelas hortas, quintas, arvoredos e fontes, que neles há, e pelos lindos panoramas que de muitos pontos se desfrutam. A ria, com as suas nove léguas de comprimento, desde Ovar até Mira, correndo paralela ao oceano, e apenas separada dele por uma larga restinga de areia, e continuamente sulcada por uma infinita quantidade de barcos de diversos tamanhos e feitios; vastas campinas, retalhadas pelos esteiros ou braços que a ria alonga por essas planícies sem fim, parte cultivadas, parte aproveitadas em marinhas de sal; ao longe a imensidade do oceano; e para o interior bosques e serras longínquas, elevando- se umas sobre outras em anfiteatro; tais são os variados quadros que se gozam dos sítios mais altos da cidade e dos seus arrabaldes.

O termo de Aveiro é fertilissimo. Tem boas pastagens aonde se criam muitos gados, e entre estes excelentes cavalos. Produz grande copia da cereais, arroz, legume, vinho e frutas. Porém o sal e as pescarias constituem as suas mais valiosas produções, e o ramo mais importante do seu comercio. Em 1851 o distrito de Aveiro produziu mil quatrocentos quarenta e cinco moios de arroz, e vinte mil quatrocentos quarenta e cinco moios de sal. Nesse ano demandaram o seu porto duzentos e cinquenta navios e embarcações costeiras, cujas toneladas perfazem a soma de quinze mil oitocentas e quarenta; e saíram trezentos e dezoito.

FEIRAS

Aveiro tem duas feiras anuais muito concorridas e de bastante movimento comercial, uma aos 25 de Março e a outra no 1 de Novembro.

CAÇA

Todas as cercanias da cidade são abundantissimas de caça, principalmente de aves aquáticas e de arribação, de diferentes espécies, que ás vezes cobrem as ilhotas e esteiros da ria. E desta prodigiosa quantidade de aves, querem os etimologistas que se derive o nome da cidade.

PRIVILÉGIOS

No antigo regímen gozava Aveiro da prerogativa de enviar procuradores ás cortes, os quais tinham assento no banco sétimo; e além deste desfrutou muitos e singulares privilégios concedidos por quase todos os nossos soberanos desde el rei D. Dinis, que fez as primeiras diligencias para atrair moradores ás ruínas da antiga Talabriga, até el rei D. João IV. Aveiro conta uns quatro mil e duzentos habitantes.

BRASÃO

O seu brasão de armas, como se acha na Torre do Tombo, de onde é copiado o desenho que se vê, é, num escudo sobre campo verde, duas estrelas, duas meias luas, e um cisne sobre agua. Entretanto em diversas obras que temos à vista achamos a seguinte descrição das suas armas: «No meio do escudo as quinas reais; do lado direito uma águia parda com as aSas estendidas (que se colige lhe dariam os romanos), metida entre duas meias luas, e duas estrelas prateadas e postas em aspa (insígnias sem duvida das navegações dos seus naturais); e no lado esquerdo, a esfera de el rei D. Manuel, que lhe deu o foral no ano de 1515.»

ILUSTRES AVEIRENSES

Aveiro foi pátria de muitos varões, que se distinguiram por actos de virtude, por letras e saber, por viagens e descobrimentos e, enfim, por acções de coragem e valor. Iríamos muito longe se pretendêssemos fazer o catalogo dos seus nomes e obras. Diremos, porém, que aos filhos de Aveiro se deve a descoberta da península na costa setentrional da América, chamada a Terra Nova, aonde depois foram por longa serie de anos fazer a pesca do bacalhau, com grande proveito seu e utilidade da sua cidade natal.

Aquele celebre navegante, João Afonso de Aveiro. que tão importantes descobrimentos fez na costa de África durante o reinado de el rei D. João II, era natural d Aveiro. Foi este intrépido viajante que. entranhando-se pelo sertão de África, e trazendo de lá a Portugal mui curiosas noticias, amostras de varias produções do oriente, e um embaixador do, pelo vulgo denominado Preste João, fez nascer o primeiro pensamento da descoberta da carreira da Índia, que o imortal Vasco da Gama teve a fortuna de realizar no seguinte reinado.

Por Ignacio de Vilhena Barbosa


***
Pelo Censos de 2011 Aveiro possui 78 463 habitantes


Aveiro, conhecida como a "Veneza de Portugal" e por algum tempo chamada de "Nova Bragança", é cidade capital do Distrito de Aveiro



As freguesias de Aveiro são as seguintes:
Aradas, Cacia, Eirol, Eixo, Esgueira, Glória, Nariz, Nossa Senhora de Fátima, Oliveirinha, Requeixo, São Bernardo, São Jacinto, Santa Joana, Vera Cruz



Eleições Autárquicas - 11/10/2009


Votação por Partido em AVEIRO


PSD/PP - 19228/53,7% - 6 mandatos
PS - 11865/ 33,1% - 3 mandatos


Candidatos Eleitos pelo Circulo: Aveiro


PPD/PSD . CDS-PP - Élio Manuel Delgado da Maia
PS - José da Cruz Costa
PPD/PSD . CDS-PP - Maria da Luz Nolasco Cardoso
PPD/PSD . CDS-PP - Carlos Manuel da Silva Santos
PS - João Francisco Carvalho de Sousa
PPD/PSD . CDS-PP - Pedro Nuno Tavares de Matos Ferreira
PS - Helena Maria de Oliveira Dias Libório
PPD/PSD . CDS-PP - Ana Vitória Gonçalves Morgado Neves
PPD/PSD . CDS-PP - Miguel Alexandre de Oliveira Soares e Fernandes

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Arrenda-se bom emprego em Ílhavo


Gazeta de Lisboa, 14 de Março de 1806

Arrenda-se bom emprego em Ílhavo

Quem quiser arrendar o Oficio de Escrivão dos Orfãos de Ílhavo, Comarca de Aveiro, fale a Antonio Alves Barreira Chaves, Mercador, na rua Augusta Nº 190.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Portugal - Eleições 2011 - Resultados Aveiro

Resultado das Eleições para a Assembleia da República de 5 de Junho de 2011 - Aveiro

PSD - 44,45%, 8 deputados (Em 2009: 34,54, 7 deputados)
Deputados eleitos pelo PSD em Aveiro: António Couto dos Santos, Luís Montenegro, Paula Cardoso, Ulisses Brandão Pereira, Amadeu Albergaria, Carla Rodrigues, Bruno Coimbra, Paulo Cavaleiro

PS - 25,93%, 5 deputados (Em 2009: 33,75%, 6 deputados)
Deputados eleitos pelo PS em Aveiro: Helena André, Pedro Oliveira Santos, Sérgio Sousa Pinto, Rosa Albernaz, Carlos Neto Brandão

CDS/PP - 12,89%,  2 deputados (Em 2009: 12,98%, 2 deputados)
Deputados eleitos pelo CDS/PP em Aveiro: Paulo Portas, Raul Camelo de Almeida

BE - 5,03%, 1 deputado (Em 2009: 9,01%, 1 deputado
Deputado eleito pelo BE em Aveiro: Pedro G. Soares

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

História da Comarca de Santa Maria da Feira em 1755



História


Comarca da Feira 


Entre os rios Douro e Mondego, a duas Iegoas do mar Oceano, cinco da Cidade do Porto, e cincoenta e oito da Cidade de Lisboa, em fértil e agradável sitio, tem a seu assento a Villa da Feira povoada pelo Duque Mem Guterres no anno de 990, em 40 gr. e 56 min. de lat. e dez gr. de longitude. O seu terreno he abundante de todos os fructos, o mar vizinho a provê de regalados peixes, os seus montes de caças, e os seus campos de gados, tudo em grande quantidade e barateza. A Igreja Matriz da invocação do Espirito Santo, he Convento de Cónegos de S. João Evangelista fundado em 1560 por D. Diogo Forjaz Pereira Conde desta Villa, cujos ascendentes e descendentes possuiram por muitos seculos até á morte do nono D. Fernando Forjaz Pereira Pimentel, que por fallecer sem succeção legitima se incorporou na Casa do Infantado, e hoje a pessue o Serenissimo Senhor Infante D. Francisco. No seu termo que he muito dilatado, se contam cincoenta e seis Freguezias com perto de trinta mil almas e dez companhias de Ordenanças, que com as outras da Comarca fazem o numero de vinte e duas.

Toda a Comarca se compõem de cinco Villas com secenta e seis Freguezias com perto de dez mil fogos e de cincoenta mil almas e os Conventos seguintes:

S. Martinho de Cucujaens, e Convento e Couto de Religiosos de S. Bento fundado por D. Payo Guterres da Silva.

S. Salvador de Grijó de Conventos Regrantes fundado em 922.





Descripçam corografica do reyno de Portugal, 1755

História de Aveiro . A Comarca de Esgueira em 1755



História

Aveiro 1755

Comarca de Esgueira 

A mais formosa, abundante, e fértil povoação da Província da Beira, depois da Cidade de Coimbra, é a nobre Vila de Aveiro, assentada aonde o Vouga por muitas bocas desagua no Oceano, em 41 gr. e 38 min de latit. e 9 gr. e 49 min. de long.. Foi fundada por Brigo IV, de Hespanha quatrocentos anos depois do diluvio, 1906, antes da vinda de Cristo, ano 2056, da criação do mundo, em 53 legoas de distancia de Lisboa. Padeceo como outras povoaçoens de Hespanha os estragos de por Alanos, Suevos, Godos, e Mouros, os quais a reduzirão á ultima ruína, mas duzentos e dez anos, antes se começasse a Monarquia Portugveza na Casa de Borgonha, se acham memorias de estar reedificada com suas celebres marinhas de sal, cujos produto he uma de suas principais riquezas.

Tem voto em Cortes com assento no banco sétimo; abundante de pão, vinho, azeite, caça, legumes; cria generosos cavalos, muita fruta de espinho, e tal, que tudo embarca para o Norte. Seus mariscos são os mais regalados de toda a costa de Hespanha, e tão copiosos que parece sua multidão inextinguível ao gasto, que lhe dão as Províncias do Reino e suas Conquistas. Os seus moradores se dividem em quatro Parochias, todas da Ordem militar Avis, e são da invocação de S. Miguel, do Espírito Santo, Vera Cruz e de N. Senhora da Apresentação. Tem casa de Misericordia a mais sumptuosa q tem o Reyno fabrica material, e nobreza de sua architectura, no rendimento he das mais ricas, e na piedade, com que a administram cem irmãos, das mais fervorosas.

Teve antigamente muitos Senhores Donatários: o celebrado Infante D. Pedro a teve em remuneração dos seus grandes merecimentos, e foi o que a circundou com famosas muralhas. Depois a teve a Infanta D. Joana irmã delRey D. João o II, e ultimamente se concedeo á descendencia deste grande Rei por mercê do venturoso Rei D. Manuel na pessoa do Senhor D. Jorge Duque de Coimbra tronco da Real Casa de Aveiro, em cujos descendentes se conserva com titulo Ducal.

Illusttrase com seis Conventos: o de S. Domingos fundação do Infante D. Pedro Duque de Coimbra, o Mosteiro de JESUS de Religiosas Dominicas, em cujo coro- baixo esta a Princesa D. Joana filha delRey D. Afonso V que está beatificada. S. António Convento de Capuchos Franciscanos da Provincia da Soledade, fundado em 1524. O de Carmelitas descalços em 1613. O Convento da Madre de Deos de Religiosas da Terceira Ordem de S. Francisco em 1644. O Convento de S. João Evangelista de Carmelitas descalças fundado em 1658. O recolhimento de Terceiras de S. Francisco e a Igreja dos Terceiros da mesma Ordem com sacrario, Commissàrio e Religiosos assistentes, que tem por orago a S. Bernardino.

Deolhe foral EIRey D. Manuel em 1515, reformando o que já tinha por EIRey D. Afonso IV. Ela e seu termo tem dez companhias de Ordenanças, que com as de toda a Comarca fazem o numero de trinta e seis. Os Provedores e Ministros do politico e civil residem nesta Vila por especial provisão, que tem para isso. A sua nobreza he muita, e da mais antiga com patrimónios muito rendosos. Os seus moradores que pelos anos de 1550 contavam mais de cento e cincoenta embarcaçoens de próprio comercio, foram os descobridores da terra nova, e pescarias do bacalhau, e por incúria as largarão aos Ingleses, que tiram deste trafico o lucro, que he notório. 

Toda a Comarca consta de vinte e sete Vilas, hum Concelho, e hum Couto, e cincoenta e nove Freguesias com perto de vinte e quatro mil fogos, e de oitenta mil almas e hum Convento único de Capuchos de S. António, que em toda ela se acha fundado na Vila de Serem.












***
Esgueira é uma freguesia do concelho de Aveiro
Entre 1528 e 1836, Esgueira foi concelho, constituído pelas freguesias de Esgueira, Cacia, Navió e Palhaça.
Por decreto de 6 de Novembro de 1836, foi extinto o concelho e Esgueira foi anexada a Aveiro na qualidade de freguesia.




Pelo Censos de 2011 Aveiro possui 78 463 habitantes


Aveiro, conhecida como a "Veneza de Portugal" e por algum tempo chamada de "Nova Bragança", é cidade capital do Distrito de Aveiro



As freguesias de Aveiro são as seguintes:
Aradas, Cacia, Eirol, Eixo, Esgueira, Glória, Nariz, Nossa Senhora de Fátima, Oliveirinha, Requeixo, São Bernardo, São Jacinto, Santa Joana, Vera Cruz



Eleições Autárquicas - 11/10/2009


Votação por Partido em AVEIRO


PSD/PP - 19228/53,7% - 6 mandatos
PS - 11865/ 33,1% - 3 mandatos


Candidatos Eleitos pelo Circulo: Aveiro


PPD/PSD . CDS-PP - Élio Manuel Delgado da Maia
PS - José da Cruz Costa
PPD/PSD . CDS-PP - Maria da Luz Nolasco Cardoso
PPD/PSD . CDS-PP - Carlos Manuel da Silva Santos
PS - João Francisco Carvalho de Sousa
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PS - Helena Maria de Oliveira Dias Libório
PPD/PSD . CDS-PP - Ana Vitória Gonçalves Morgado Neves
PPD/PSD . CDS-PP - Miguel Alexandre de Oliveira Soares e Fernandes

domingo, 30 de janeiro de 2011

História de Aveiro e como era em 1865





História de Aveiro e como era em 1865



Aveiro 


Cidade edificada sobre a ria do seu nome, perto da foz do Vouga, a 60 kilometros do Porto e 56 de Coimbra. 


No seculo XVI tinha 150 navios, e chegou a armar 60 por anno para a pesca do bacalhau na Terra Nova. 


O jugo hespanhol e as areias accumuladas na barra de Mira, produziram a decadencia em que hoje está. 


Pesca na Ria de Aveiro


A ria de Aveiro é uma especie de lago salgado, que produz grandes tainhas, grossas enguias, bellos lingoados, magnificos solhos, e diversos mariscos. 




Além d'isso os seus arredores produzem em grande quantidade quanto é necessario á vida, o que torna muito economica a subsistencia alli. 


Os Ovos moles e mexilhões de Aveiro






Um dos principaes ramos de commercio em Aveiro, e que é uma especialidade privativa d'alli, são os famigerados mexilhões e ovos molles. 


É curioso o bulicio e algazarra que faz uma multidão de mulheres e rapazes offerecendo aquelle genero aos viajantes quando chegam os comboyos, e tanto insistem elles para que lhes comprem o seu mercado, que ás vezes não ha outro remedio senão satisfazel' os. 


Esta condescendencia porém ha de contribuir para fazer perder o credito, que aquelle appetitoso marisco e saboroso doce com tanta razão adquiriram, porque o que alli se vende é uma completa fraude commercial. 


Pontos turísticos de Aveiro






Tem Aveiro duas cousas notaveis; o lyceu e o tumulo da princeza Sancta Joana; o lyceu é um monumento que recordará aos vindouros o patriotismo de José Estevão; o tumulo é um suberbo quadro de mosaico, dadiva de D. Pedro II, para encerrar os restos mortaes da filha de D. Affonso V, que está no convento das freiras dominicas, as quaes com toda a benevolencia permittem aos viajantes que o vão admirar, e razão ha para isso, porque, exceptuando a capella de S. João Baptista, que está na egreja de S. Roque, em Lisboa, não ha no paiz cousa que o exceda naquelle genero. A collocação porém, em que está, diminue lhe consideravelmente o seu valor. 


O passeio público, modernamente construido, resente-se d'esta circumstancia, mas quando as arvores crescerem deve ser bem agradavel passar alli as tardes de verão. 


As mulheres de Aveiro


Uma das cousas que chama a attenção dos viajantes em Aveiro, são as mulheres, não só porque a maior parte d'ellas são formosas, mas porque o vestuario de que usam, dá- lhes um certo gagé, que as torna graciosas e provocadoras. 


A indolência dos aveirenses


Se os seus moradores pozessem de lado a indolencia, que desgraçadamente os domina, poderia Aveiro recuperar ainda o seu antigo esplendor, porque tem muitos elementos de que lançar mão para isso, e um d'elles é a piscicultura, industria que, bem aproveitada, seria em poucos annos um grande ramo de commercio. 


Já em agosto de 1863 tentámos chamar a attençao dos aveirenses para este objecto, traduzindo da Presse scientifique des deux mondes, um artigo de Mr. Emile Margollé, acêrca da cultura dos peixes, artigo que a redacção do Campeão das Provincias se dignou publicar em o nº 1156 do seu jornal, mas que passou desapercebido, porque era cousa de utilidade pública e sem fjm politico. 


Apesar do nenhum effeito, que então produziu a nossa lembrança, novamente recommendâmos о estudo d'aquelle genero de cultura. 


Nada esperamos conseguir com tal recommendação; mas ao menos servirá ella para mostrar aos vindouros que a decadencia de Aveiro pгол ém mais de seus moradores, do que d outra qualquer cousa. 


Uma prova bem saliente d' isto, é que o Flaviense, no seu Diccionario geographico, e o Sr. Manuel Bernardes Branco, na sua nova edição do mesmo diccionario, lembraram que seria muito util povoar de pinheiros a lingua de areia e tentar a aclimataçao do mangue (arvore do Brazil, que só vegeta em terreno lavado por agua salgada) nas muitas ilhas alagadiças de que a ria está semeada; porque, surtindo bom effeito, haveria uma barreira contra as areias do mar, e a Mortoza e outras povoaçôes circumvisinhas, seriam abastecidas de lenha, etc. 


Que a sementeira dos pinheiros devia produzir bom effeito, quasi que está demonstrado pelo que se vé em Ovar; mas apesar d' isso, trinta annos ha que o Flaviense pela primeira vez falou nisso e só agora se lhe vae seguir o seu conselho pela sollicitude da camara municipal de Aveiro, que tracta de effectuar aquella sementeira, para o que já recebeu dos pinhaes de Leiria grande porçào de penisco. 



Pelo Censos de 2011 Aveiro possui 78 463 habitantes


Aveiro, conhecida como a "Veneza de Portugal" e por algum tempo chamada de "Nova Bragança", é cidade capital do Distrito de Aveiro



As freguesias de Aveiro são as seguintes:
Aradas, Cacia, Eirol, Eixo, Esgueira, Glória, Nariz, Nossa Senhora de Fátima, Oliveirinha, Requeixo, São Bernardo, São Jacinto, Santa Joana, Vera Cruz






Eleições Autárquicas - 11/10/2009


Votação por Partido em AVEIRO


PSD/PP - 19228/53,7% - 6 mandatos
PS - 11865/ 33,1% - 3 mandatos


Candidatos Eleitos pelo Circulo: Aveiro


PPD/PSD . CDS-PP - Élio Manuel Delgado da Maia
PS - José da Cruz Costa
PPD/PSD . CDS-PP - Maria da Luz Nolasco Cardoso
PPD/PSD . CDS-PP - Carlos Manuel da Silva Santos
PS - João Francisco Carvalho de Sousa
PPD/PSD . CDS-PP - Pedro Nuno Tavares de Matos Ferreira
PS - Helena Maria de Oliveira Dias Libório
PPD/PSD . CDS-PP - Ana Vitória Gonçalves Morgado Neves
PPD/PSD . CDS-PP - Miguel Alexandre de Oliveira Soares e Fernandes