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sábado, 23 de março de 2013
Convívio - Castelo Branco
Convívio Castelo Branco: cor de chocolate, gruta quente, peito 44; loira gata fogosa meiguinha e sem pressa; loura refinada, oral picante; Sabrina é linda e magra e atende de lingerie.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
História de Penamacor e imagem de 1860 do antigo brasão
História de Penamacor e imagem de 1860 do antigo brasão
A VILA DE PENAMACOR
Sentada num cabeço penhascoso, na província da Beira Baixa, distrito administrativo de Castelo Branco, a vila de Penamacor dista nove léguas nordeste da cidade capital do distrito e pouco de duas da fronteira da Estremadura Espanhola.
Fundou-a el rei D. Sancho I e deu-lhe foral pelos anos de 1189. Tinha voto nas antigas cortes, sentando se os seus procuradores no banco décimo primeiro. As suas armas são: em campo vermelho, uma espada e uma chave e, no meio delas, crescentes contrapostos.
El rei D. Afonso V fez conde de Penamacor a D. Lopo de Albuquerque. A rainha, senhora D. Maria II, renovou este titulo em 1844, na pessoa do senhor António de Saldanha Albuquerque Ribafria, descendente do conde D. Lopo e do ilustre vice rei da Índia D. João de Castro.
É esta vila praça de armas. As suas fortificações são irregulares, por causa dos acidentes do terreno. As que existem, foram feitas por ocasião da guerra da restauração de 1640. Compõem-se de cinco baluartes e três meios baluartes. No sitio mais alto, para o lado do sul, levanta-se o velho Castelo edificado sobre fragas e dominando toda a praça e terrenos vizinhos. Atribui-se a sua fundação a D. Gualdim Pais, mestre dos Templários, algum tempo antes que D. Sancho I fundasse a vila.
Tem esta três paroquias, intituladas Santa Maria, S. Pedro e Santiago, casa da Misericordia, hospital e varias ermidas. Fora dos muros, para o lado do ocidente, está o edifício do extinto convento de frades capuchos.
Fazem-se nesta vila três feiras anuais; a primeira a 28 de Agosto, a segunda a 21 de Setembro e a ultima a 30 de Novembro.
O terreno produz cereais, pela maior parte centeio,o legumes, vinho, azeite, linho, cera e mel. Cria algum gado e abunda em caça, principalmente a serra do Salvador, que é afamada pela grande quantidade de coelhos, lebres e perdizes que nela se encontram.
A vila de Penamacor encerra uns três mil habitantes.
Por Ignacio de Vilhena Barbosa
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Pelo Censos 2011 Penamacor conta com 5652 habitantes
Freguesias de Penamacor
Águas, Aldeia de João Pires, Aldeia do Bispo, Aranhas, Bemposta, Benquerença, Meimão, Meimoa, Pedrógão de São Pedro, anteriormente apenas Pedrógão, Penamacor, Salvador, Vale da Senhora da Póvoa
terça-feira, 25 de outubro de 2011
História de Monsanto e imagem de 1860 do antigo brasão
História de Monsanto e imagem de 1860 do antigo brasão
A VILA E PRAÇA DE MONSANTO
Fica esta vila na província da Beira Baixa, distrito administrativo de Castelo Branco. Dista léguas nordeste da cidade deste nome; uma su-sudoeste da vila de Penamacor e uma também da raia da Estremadura espanhola. Está em lugar plano, porém na coroa de um monte elevado e fragoso e por todos os lados de difícil acesso.
Nada se sabe acerca da origem desta povoação. Parece que já existia no tempo da dominação romanos e, a dar se credito á tradição, tiveram-na estes de cerco pelo espaço de sete anos, no fim dos quais se rendeu por capitulação.
Achando-se arruinada e falta de moradores no reinado de D. Sancho I, mandou-a este reedificar e povoar pelos anos de 1190. Dizem que lhe pusera então o nome de Monte Sacro, mas que ao diante começou a chamar-lhe o povo Monte de Sancho, que veio a corromper-se no actual nome de Monsanto. Todavia a etimologia mais provável deriva este de Mons Sanctus - Monte Santo -, denominação que o povo dava àquele sitio, desde o tempo em que ali residira Santo Amador, anacoreta cujos ossos se conservam num cofre, na antiquíssima ermida de S. Pedro, fundada na raiz do monte.
El rei D. Afonso III deu foral a Monsanto com muitos privilégios, porém foi el rei D. Manuel que a fez vila, concedendo-lhe representação em cortes, com assento no banco décimo quarto. Por esta ocasião lhe reformou o brasão de armas, acrescentando uma esfera armilar, divisa sua, á águia que já havia no escudo, como indicativo da dominação romana nesta terra.
Tem esta vila duas paroquias, o Salvador e S. Miguel, casa de misericordia, hospital, sete ermidas e um castelo fundado no século XII por D. Gualdim Pais, mestre dos templários.
Apesar da grande altura em que Monsanto se acha, tem varias fontes de excelente agua e, dentro do castelo, um poço com abundante nascente. A esta circunstancia tão favorável para o caso do um cerco, vem ainda juntar-se duas outras não menos vantajosas. A primeira é a fortaleza natural da posição, que bem se pode defender com um punhado de soldados contra forças muito superiores. A segunda é que, do lugar onde o inimigo lhe pode formar o cerco para dentro, tem terreno bastante, que produz pão, vinho, azeite, hortaliças e frutas. Por tudo isto, no tempo das antigas guerras com o reino vizinho, adquiriu entre os castelhanos fama de inconquistavel. E neste sentido têm eles um adagio que diz: « Monsanto, Monsanto, orejas do mulo, el que te ganar, ganar puede el mundo.» Os castelhanos chamavam então orelhas de mulo ao castelo de Monsanto, por causa de dois penedos agudos que há junto dele.
O caminho que conduz para a vila vai subindo pelo dorso do monte, com muitas voltas c rodeios e por entre áspera penedia.
Como por toda a montanha há muita copia de nascentes de agua, é cercada a vila de hortas e pomares. O termo, além dos produtos acima referidos, abunda em gados e caça.
Monsanto foi cabeça de condado, titulo criado por D. Afonso V, em favor de D. Álvaro de Castro, seu camareiro mor. Os condes de Monsanto, depois marqueses de Cascais, eram alcaides mores desta vila de Lisboa e ainda de outras terras.
Monsanto é praça de guerra, com um tenente coronel por governador. Tem uns mil e trezentos habitantes.
Por Ignacio de Vilhena Barbosa
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Monsanto (ou Monsanto da Beira) é uma freguesia do concelho de Idanha-a-Nova
terça-feira, 11 de outubro de 2011
História de Idanha-a-Nova e imagem de 1860 do antigo brasão
História de Idanha-a-Nova e imagem de 1860 do antigo brasão
A VILA DE IDANHA-A-NOVA
Na província da Beira Baixa, cinco léguas a este da cidade de Castelo Branco, está assentada Idanha a Nova, em terreno alto e acidentado.
Apesar do seu cognome, a sua origem anda ligada ao principio da monarquia. Um forte Castelo que o mestre do Templo, D. Gualdim Pais, edificou nesse lugar, correndo o anno de 1187, foi o núcleo de uma povoação que, pouco a pouco, se foi aglomerando junto ás muralhas da fortaleza e que mais tarde constituiu uma vila, a que el rei D. Manuel deu foral.
Chamou-se Idanha a Nova, em memoria de uma cidade antiquíssima, sua vizinha, que tendo florescido com o nome de Egiditania no tempo dos romanos, que a fizeram município, e no dos godos, em que foi sede episcopal, se achava despovoada, caída em ruínas e convertida em uma pobre aldeia, apenas decorada com o titulo de vila. Falamos da vila de ldanha a Velha, situada a pouco mais de duas léguas oeste de Idanha a Nova. Os seus habitantes, que subiam a alguns milhares quando era cidade, mal chegam hoje a duzentos. Todavia, mau grado das injurias do tempo e das devastações dos homens, ainda mostra muitos vestígios das passadas grandezas da Egiditania dos romanos e ainda conserva, como recordação do domínio dos godos e da sua extinta hierarquia eclesiastica, a velha catedral de três naves, sustentadas em colunas e agora simplesmente paroquia.
A vila de Idanha a Nova consta de uma só freguesia, que compreende uns mil e trezentos moradores. Tem casa da Misericórdia, um hospital e sete ermidas; e nos subúrbios está o edifício do extinto convento de Santo António, de frades piedosos, fundado em 1630.
É cercada de muros, que o rio Ponsul banha. Tem boas pontes de pedra sobre este rio e sobre a ribeira de Alpreada. O termo produz cereais, legumes, algum azeite e vinho, muito gado e caça. O seu brasão de armas é a esfera armilar del rei D. Manuel. A 13 de Dezembro faz-se aí uma feira de três dias.
Por Ignacio de Vilhena Barbosa
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Pelo Censos 2011 Idanha-a-Nova conta com 9597 habitantes
Freguesias de Idanha-a-Nova
Alcafozes, Aldeia de Santa Margarida, Idanha-a-Nova, Idanha-a-Velha, Ladoeiro, Medelim, Monfortinho, Monsanto, Oledo, Penha Garcia, Proença-a-Velha, Rosmaninhal, Salvaterra do Extremo, São Miguel de Acha, Segura, Toulões, Zebreira
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Frei Afonso dos Prazeres, o frade censurado
Frei Afonso dos Prazeres, o frade censurado
Filho do segundo Visconde de Barbacena, chamava-se Afonso Furtado de Mendonça.
Durante algum tempo a vida militar, antes de se retirar do mundo entrando na Ordem de S. Bento.
Desta passou depois para Missionário franciscano no Seminário do Varatojo.
Frei Afonso dos Prazeres nasceu em Penamacor em 1690 e ainda era vivo em 1759.
Dois dos seus livros foram proibidos pela Real Mesa Censória.
A sua obra «Máximas espirituais...», de 1737, foi mandada suprimir, ficando proibida a sua leitura sob gravíssimas penas por edital da Real Mesa Censória de 6 de Abril de 1769, por conter doutrinas «erroneas e heréticas» na parte em que sustenta a existência das «violencias diabólicas» nos actos extremos da sensualidade.
Outra obra de frei Afonso dos Prazeres, proibida pela Mesa Censória por edital de 10 de Junho de 1771 foi «Carta directiva de um peccador convertido...» de 1752, em que o autor assina com um anagrama do seu nome: Sofronio Ferraz Sepedes.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
História da Covilhã e antigo brasão (imagem de 1860)
História da Covilhã e antigo brasão (imagem de 1860)
A VILA DA COVILHÃ
Está situada esta vila na província da Beira, sete léguas ao sueste da cidade da Guarda, nas faldas da serra da Estrela e entre as ribeiras da Carpinteira e da Degoldra.
Se dermos credito á tradição que alguns escritores referem e aceitam como verdadeira, foi esta vila fundada pelos anos de 690 pelo conde D. Julião e nela nasceu sua filha Florinda, a que deu causa, pela paixão que a sua beleza excitou no rei D. Rodrigo, a que seu pai, vendendo a pátria a troco de uma vingança, chamasse os moiros á Hespanha e lhes facilitasse a conquista da península.
Seguindo a mesma tradição, do nome de Cava, que os moiros deram a Florinda para significar a sua infâmia, veio a chamar- se a povoação Cava Juliani, de que se derivou por corrupção Caviliana e depois Covilhã.
Arruinando-se durante as guerras que abrasaram o solo da península depois daquela funesta invasão, achava-se quase inteiramente destruída no reinado do nosso rei D. Sancho I, que a mandou reedificar e povoar. Deu-lhe foral, este soberano, no ano de 1186 e os seus sucessores aumentaram-lhe os primeiros privilégios, honrando-a el rei D. Sebastião com o titulo de notável.
Divide se a vila nas seguintes paroquias: S. João: S. Martinho; S. Vicente; Santa Maria de Reclamador, corrupção de Roque Amador; S. Silvestre; Santiago; S. Pedro; Santa Maria Madalena; S. João de Malta; S. Paulo; S. Bartolomeu; S. Salvador; e Santa Marinha, que fica fora da vila.
Tem hospital e casa da Misericórdia, aquele instituído em 1213 e esta em 1577. Dentro e fora da povoação há umas oito ermidas. Existem na vila os edifícios de dois extintos conventos, um que foi de religiosos franciscanos e outro de frades capuchos.
Na parte mais alta da vila, vê-se um castelo antiquíssimo, com duas torres. Nas velhas muralhas que defendiam a povoação e que foram mandadas fazer por el rei D. Dinis, há três portas chamadas de Vale de Caravelho, do Sol e de S. Vicente. É abastecida esta vila de muita e excelente agua e um dos seus chafarizes é de boa arquitectura.
As fabricas de panos de lã constituem a sua principal industria. Datam de remotas eras; empregam grande numero de braços e têem tido muitos aperfeiçoamentos.
A situação da Covilhã é muito agradável. As duas ribeiras, que a cercam, fertilizam e aformoseiam os seus campos. Todo o país em redor é muito arborizado. O seu termo que é grande produz toda a qualidade de frutos, principalmente castanha, e abunda em óptimas pastagens em que se cria bastante gado.
No antigo regímen esta vila tinha voto em cortes com assento no banco quarto. Tem por armas uma estrela em campo azul no meio do escudo, pela razão de estar edificada na serra do mesmo nome.
Por Ignacio de Vilhena Barbosa
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Pelo Censos 2011 a Covilhã conta com 51 770 habitantes
A Covilhã é uma cidade do Distrito de Castelo Branco
Freguesias da Covilhã
Aldeia de São Francisco de Assis, Aldeia do Souto, Barco, Boidobra (Covilhã), Canhoso, Cantar-Galo (Covilhã), Casegas, Conceição (Covilhã), Cortes do Meio, Coutada, Dominguizo, Erada, Ferro, Orjais, Ourondo, Paul, Peraboa, Peso, Santa Maria (Covilhã), São Jorge da Beira, São Martinho (Covilhã), São Pedro (Covilhã), Sarzedo, Sobral de São Miguel, Teixoso, Tortosendo, Unhais da Serra, Vale Formoso, Vales do Rio, Verdelhos, Vila do Carvalho (Covilhã)
Eleições Autárquicas - 11/10/2009
Votação por Partido na COVILHÃ
PSD: 56,6% - 6 mandatos
PS: 26, 8% - 3 mandatos
Candidatos Eleitos pelo Circulo: Covilhã
PPD/PSD - CARLOS ALBERTO PINTO
PPD/PSD - LUÍS MANUEL CARREIRA FIADEIRO
PS - VÍTOR MANUEL PINHEIRO PEREIRA
PPD/PSD - MARIA FILOMENA PALMA CORDEIRO PIRES DE FIGUEIREDO GOMES
PPD/PSD - JOÃO MANUEL PROENÇA ESGALHADO
PS - MARIA DA GRAÇA GUILHERME DE ALMEIDA SARDINHA
PPD/PSD - LUÍS MANUEL FINO GIL BARREIROS
PPD/PSD - SARA CRISTINA DE ANDRADE RODRIGUES DOS SANTOS
PS - JOÃO CARLOS FERREIRA CORREIA
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
História da Sertã e antigo brasão (imagem de 1860)
História da Sertã e antigo brasão (imagem de 1860)
A VILA DA CERTÃ
Na província do Alentejo (???), sete léguas ao nascente da cidade de Tomar, acha se a vila da Sertã, assentada em lugar plano, entre as ribeiras do seu mesmo nome e de Amioso.
Foi fundada por Sertorio, setenta e quatro anos antes do nascimento de Cristo, o qual a denominou Certago, edificando-lhe, para sua defesa, um bom castelo. Nas guerras em que este valente capitão se empenhou contra o poder de Roma, para sustentar a independência da Lusitânia, a cuja frente se colocara, veio um exercito romano pôr cerco a Certago. Mal apercebido o seu castelo, para resistir a tão poderoso inimigo, ia ser tomado no fim de renhido combate, quando uma corajosa matrona, para vingar a morte do esposo, corre á porta do Castelo no momento em que vinham entrando os primeiros soldados romanos e, arremessando-lhe ao rosto azeite a ferver, que trazia numa sertã, suspende-lhes o passo, e dá tempo a que chegue socorro, com que foram repelidos os inimigos e salva a fortaleza. Em memoria deste feito heróico, tomou a povoação por brasão de armas, que ainda conserva, um escudo com uma sertã e em volta a letra: «Certago sternit certagine hostes.» Com a sertã destruiu Certago aos seus inimigos.
Nas invasões dos povos do norte e depois na dos árabes, padeceu a Sertã total ruína. Foi reedificada por el rei D. Afonso Henriques, que lhe concedeu muitos foros e privilégios para lhe atrair moradores. Alguns autores atribuem esta reedificação ao conde D. Henrique, e lhe assinam o ano de 1111, o que não é crivei por varias razões.
No antigo regímen tinha esta vila voto em cortes, onde os seus procuradores tomavam assento no banco décimo segundo.
A igreja matriz, única paroquia da vila, é dedicada a S. Pedro e é um templo de três naves. A casa da Misericórdia data do reinado de D. João III; e o hospital, que parece ser de muito mais antiga origem, foi anexado àquela confraria em 1565. Além de varias ermidas, há na vila o edifício do extinto convento de Santo António, que foi de religiosos capuchos, fundado no ano de 1635. Está situado numa linda posição no extremo da vila, onde se juntam as duas ribeiras que a cercam. Dava-lhe ingresso uma formosa alameda de carvalhos seculares, que não sabemos se ainda existem.
O velho Castelo está quase inteiramente demolido. Os subúrbios da Sertã são aprazíveis e produzem cereais, legumes, frutas vinho e azeite. Têem bastante caça e alguma criação de gado. A vila encerra uns dois mil e setecentos moradores.
Por Ignacio de Vilhena Barbosa
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Pelo Censos 2011 a Sertã conta com 15927 habitantes
Sertã é uma vila do distrito de Castelo Branco
Freguesias da Sertã
Cabeçudo, Carvalhal, Castelo, Cernache de Bonjardim, Cumeada, Ermida, Figueiredo, Marmeleiro, Nesperal, Palhais, Pedrógão Pequeno, Sertã, Troviscal, Várzea dos Cavaleiros
Eleições Autárquicas - 11/10/2009
Votação por Partido na SERTÃ
PSD: 50,9% - 4 mandatos
PS: 36,2% - 3 mandatos
Candidatos Eleitos pelo Circulo: Sertã
PPD/PSD - José Farinha Nunes
PS - José Paulo Barata Farinha
PPD/PSD - Fernando da Silva Farinha
PS - Victor Manuel do Carmo Cavalheiro
PPD/PSD - Cláudia Sofia Farinha André
PPD/PSD - Rogério António Farinha Fernandes
PS - Maria do Céu Cardoso Dias
domingo, 18 de setembro de 2011
História de Castelo Branco e brasão antigo (imagem de 1860)
História de Castelo Branco e brasão antigo (imagem de 1860)
A CIDADE DE CASTELLO BRANCO
A doze léguas de distancia da cidade da Guarda, para o sul, e a quatorze da vila de Abrantes, para o sudoeste, está situada a cidade de Castelo Branco, em lugar elevado, na província da Beira Baixa, de que é capital.
Não há noticias certas sobre a época e autores da sua fundação. Sabe-se, porém, que é de origem antiquíssima. Alguns cippós, e outras pedras com inscrições romanas, achadas dentro da cidade e nos arredores, por ocasião de se abrir alicerces ou demolir muros, provam que ali existiu alguma povoação importante no tempo da dominação romana.
Um nosso distinto escritor, que se deu muito ao estudo de antiguidades, chamado Gaspar Álvares de Lousada, encontrou fundamento naquelas pedras, para se convencer e afirmar que ali teve assento a cidade romana de Castralenca, e que das suas ruínas saiu Castelo Branco.
As memorias mais certas desta terra datam do reinado de D. Sancho I, que lhe deu foral. D. Sancho II, na doação que fez dela, pelos anos de 1229, a D. Simão Mendes, mestre dos templários, menciona-a como povoação importante. El rei D. Dinis fez lhe a segunda cerca de muros, com quatro portas, chamadas do Pelame, de Santiago, da Traição e do Oiro; e com sete torres. A primeira cerca, que era mais pequena, e o castelo são obra muito mais antiga. D. João II deu-lhe o titulo de notável.
El rei D. José I elevou Castelo Branco à categoria de cidade e obteve do papa Clemente XIV, que a erigisse em sede episcopal, desmembrando-se do bispado da Guarda o território de que se formou a nova diocese.
Edificada numa encosta, tem esta cidade as suas ruas com grande declive e sem construções notáveis. Na parte mais alta está o velho castelo, bastante arruinado, que foi fundado pelos templários e que pela extinção desta ordem passou para os cavaleiros de Cristo. Dentro do castelo ainda se vêem as casas em que residiam os comendadores. Os últimos que ali viveram foram D. Fernando de Menezes e D. António de Menezes, que se retiraram para Lisboa logo depois da aclamação de D. João IV.
A antiga igreja matriz também ficava dentro da fortaleza, pelo que se denomina Santa Maria do Castelo. Arruinada nas guerras da restauração contra a usurpação castelhana, mudou-se para a ermida de S. Braz, contigua ao mesmo castelo.
A outra paroquia é a sé, que antes da erecção deste bispado era dedicada a S. Miguel e que depois foi consagrada, como Iodas as catedrais do reino, a Nossa Senhora da Assunção. É um templo de uma só nave. A fachada, ornada de duas torres um pouco acanhadas, é singela e sem elegância. Está situada numa praça fora dos muros.
Havia em Castelo Branco dois conventos de frades, ambos extra muros, um de religiosos da província da Soledade, da invocarão de Santo António, e o outro de eremitas de Santo Agostinho. Tem esta cidade varias capelas, casa de Misericórdia e dois hospitais.
O palácio episcopal é reputado o melhor edifício deste género em toda a província. Tem anexos, uma quinta e bons jardins. Foi mandado fazer pelo bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, para sua residência de campo e dos seus sucessores. O bispo D. João de Mendonça, fez muitas obras e aformoseamentos, tanto no paço como na quinta e jardins. Tudo porém se acha actualmente em grande decadência.
Os subúrbios de Castelo Branco abundam em cereais, legumes e hortaliças. Não produzem muita quantidade de fruta, mas a que ali se cultiva é de excelente qualidade, principalmente as pêras do tarde, que são afamadas em todo o reino.
Passam pelo termo desta cidade, em alguma distancia, os pequenos rios Ponsul, Ocresa e Liria, que criam algum peixe miúdo. Se se der credito a uma tradição daquelas terras, a meia légua de Castelo Branco, junto ao rio Ponsul, no sitio ao presente chamado «o porto dos Belgaios», existiu uma cidade em eras remotas, denominada Belcagia.
Conta Castelo Branco uma população de seis mil e oitocentas almas, e é a residência d um governador civil, de um general comandante da divisão militar, de um juiz de direito, etc. O regimento de cavalaria nº 8 tem ai o seu quartel. Fazem-se nesta cidade as seguintes feiras: No 1º de Janeiro, e a 4 de Outubro, que duram três dias, e mercado na primeira e terceira segunda feira de cada mês.
No antigo regímen gozava esta cidade de voto em cortes onde os seus procuradores tinham assento no banco sétimo. Tem por brasão de armas um escudo coroado e nele um castelo de oiro em campo vermelho.
Por Ignacio de Vilhena Barbosa
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Pelo Censos de 2011 Castelo Branco conta com 56 033 habitantes
Castelo Branco é a capital do Distrito de Castelo Branco
Freguesias de Castelo Branco
Alcains, Almaceda, Benquerenças, Cafede, Castelo Branco, Cebolais de Cima, Escalos de Baixo, Escalos de Cima, Freixial do Campo, Juncal do Campo, Lardosa, Louriçal do Campo, Lousa, Malpica do Tejo, Mata, Monforte da Beira, Ninho do Açor, Póvoa de Rio de Moinhos, Retaxo, Salgueiro do Campo, Santo André das Tojeiras, São Vicente da Beira, Sarzedas, Sobral do Campo, Tinalhas
Eleições Autárquicas - 11/10/2009
Votação por Partido em CASTELO BRANCO
PS: 69,8% - 8 mandatos
PSD: 17,1% - 1 mandato
Candidatos Eleitos pelo Circulo: Castelo Branco
PS - JOAQUIM MORÃO LOPES DIAS
PS - LUIS MANUEL DOS SANTOS CORREIA
PS - MARIA CRISTINA VICENTE PIRES GRANADA
PS - ARNALDO JORGE PACHECO BRAZ
PPD/PSD - MANUEL DE SOUSA EUSÉBIO
PS - JOÃO NUNO MARQUES CARVALHINHO
PS - MARIA JOSÉ BARATA BATISTA
PS - LUIS RAFAEL LOURENÇO DIAS
PS - MARIA DA GRAÇA VILELA VENTURA
quarta-feira, 15 de junho de 2011
História da Sertã e imagem antiga de 1850
História
Sertã
Imagem de 1850
A vila da Sertã foi fundada por Sertório, 74 anos antes da vinda de Cristo, chamando-se então Certago, depois Certagem, e hoje Certã. Pouco tempo dcpnis de Sertório haver lançado os fundamentos a esta vila, e ter concluído o seu castelo, vieram os romanos, inimigos deste famoso herói, para destruírem a nova povoação; nesta refrega mataram um cavaleiro principal, marido de Celinda, a qual, desesperada com a nova da morte de seu marido, a tempo que os inimigos entravam de tropel no castelo, resoluta lhes saiu ao encontro, e lhes atirou aos olhos uma sertã, cheia de azeite fervendo, em que fritava ovos; os romanos atónitos pela nova espécie de ataque, recuam, e por esta forma lhes é vedada a entrada do castelo. Assim deteve os inimigos até chegar socorro dos lugares vizinhos, vingando, com este varonil feito, a sua pátria e a morte de seu esposo.
Desta acção tomou a vila por armas uma sertã, aludindo a este sucesso, com a letra em roda: Certago sternit cerlagine hostes. Do castelo só existe o sitio, conservando-se até há poucos anos a porta onde se praticou aquela acção, que devia ali existir há 1900 anos - foi demolida e as pedras serviram para reparo do arco de uma ponte!
Foi reedificada esta vila em 9 de maio de 1111 pelo conde D. Henrique, que lhe concedeu grandes foros e liberdades. Fica a 7 léguas ao norte de Tomar. É cabeça de comarca, pertence ao distrito de Castelo Branco, e ao priorado do Crato.
É cercada por duas grandes ribeiras, a da Sertã e a de Amioso, que se juntam ambas ao fundo da vila, próximo à cerca do extinto convento, ficando a vila em forma de uma grande península, pois que para ela só se pode entrar por terra por um só lado, e pelos mais a vau, ou por três pontes que lhe dão cómoda entrada; entrando-se pela principal destas três pontes se depara com um espaçoso o formoso largo - a Carvalha - povoado de muitas árvores, que o fazem mui ameno e vistoso, ajudando para isto o ser bordado por dois lados com uma das ribeiras, e por outro, a todo o comprimento, com o muro da cerca do convento; foi este extinto convento fundado por Fr. Christovão de S. José em 2 de maio de 1635.
A vila com todo o concelho, contém 3150 fogos, e ao prior da matriz, como vigário da vara, estão sujeitas 14 freguesias. Colhe bastantes cereais, muito azeite, vinho e castanha; tem 4 feiras no ano e grande mercado em todos os sábados.
Tanto a vila como seu termo, têm sido berço de ilustres heróis, em armas, letras e virtudes; dela foi natural o Padre Sebastião de Santa Teresa, da ordem dos carmelitas descalços, que na sua religião, foi o primeiro geral neste reino, alguns bispos, e no presente o de Macau.
A igreja que mostra a estampa, é a matriz, cujo orago é S. Pedro; está colocada em sítio bastante elevado, de onde se avista quase toda a vila, e bastante campo; o adro plano e extenso, que circunda a igreja, por ser no cume de um outeiro, é sustido em redondo por um forte e alto muro; o terreno é plantado de árvores, que o fazem muito belo e ameno.
Entre as freguesias do termo desta vila, sobresai a todas - como a mais linda, rica e nobre - a de S. Sebastião de Cernache do Bomjardim. Entre elass sobressai um convento, hoje tornado palacete, que, com a cerca, é uma linda vivenda, denominada Quinta Águias; é também muito notável o extinto seminário, conhecido por Seminário de Sernache do Bomjardim. Está este seminário, que não chegou a acabar-se, mas não deixa de ser um belo edifício, edificado no parque do Bomjardim, que contém bastante terra de cultivo, pomares, e uma grande mata de castanheiros. Sobre tudo se ufana esta freguesia por ser a pátria do do prior do Crato D. Álvaro Gonsalves Pereira, o grande e nunca esquecido 2º condestável do reino, o herói D. Nuno Álvares Pereira, que nasceu no Bomjardim a 25 de Junho de 1360, e morreu em Lisboa no ano 1430 - do qual este povo conserva o retrato na sala despacho da freguesia.
JOSÉ CASIMIRO FRAGOSO SERRANO
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Pelo Censos 2011 a Sertã conta com 15927 habitantes
Sertã é uma vila do distrito de Castelo Branco
Freguesias da Sertã
Cabeçudo, Carvalhal, Castelo, Cernache de Bonjardim, Cumeada, Ermida, Figueiredo, Marmeleiro, Nesperal, Palhais, Pedrógão Pequeno, Sertã, Troviscal, Várzea dos Cavaleiros
Eleições Autárquicas - 11/10/2009
Votação por Partido na SERTÃ
PSD: 50,9% - 4 mandatos
PS: 36,2% - 3 mandatos
Candidatos Eleitos pelo Circulo: Sertã
PPD/PSD - José Farinha Nunes
PS - José Paulo Barata Farinha
PPD/PSD - Fernando da Silva Farinha
PS - Victor Manuel do Carmo Cavalheiro
PPD/PSD - Cláudia Sofia Farinha André
PPD/PSD - Rogério António Farinha Fernandes
PS - Maria do Céu Cardoso Dias
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Portugal - Eleições 2011 - Resultados Castelo Branco
Resultado das Eleições para a Assembleia da República de 5 de Junho de 2011 - Castelo Branco
PSD - 37,96%, 2 deputados (Em 2009: 29,72%, 2 deputados)
Deputados eleitos pelo PSD em Castelo Branco: Carlos H. Costa Neves, Carlos M. Gomes
PS - 34,80%, 2 deputados (Em 2009: 41%, 2 deputados)
Deputados eleitos pelo PS em Castelo Branco: José Sócrates, Fernando Serrasqueiro
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
História da Comarca de Castelo Branco em 1755
História
Castelo Branco em 1755
Comarca de Castelo Branco
Em trinta e nove gr, e quarenta e quatro min. de latitude, e onze e dous min. de longitude, tem o seu assento a antiga Villa de Castelo Branco, conhecida em tempo dos Romanos com o nome de Castraleuca; dista quatorze legoas da Villa de Abrantes, e quarenta da Cidade de Lisboa, situada em hum alto monte, rodeada, de soberbos muros fabrica delRey D. Dinis, o qual fez mercê della à Ordem de Christo, de que elle foy instituidor. Tem duas Igrejas Parochiaes, ambas Collegiadas, com a invocação de S. Maria e S. Miguel, e muitos nobres moradores, com rendosos morgados, casa de Mifericordia muito rica, e dous Hospitaes com o Convento de Capuchos da Província da Soledade fundado em 1562 e outro de Eremitas de S. Agostinho fundado em 1526.
O seu termo tem nove legoas de comprido e sete de largo com 1373 fogos e 4961 almas, he muito abundante de pão, vinho, azeite, gados e caças, com muitas hortas e excellentes frutas. Na Comarca ha muitas Villas fortificadas, entre as quaes merecem particular menção as Villas de Montforte, e Penamacor, que tem voto em Cortes com assento no banco quatorze, e comprehende vinte e duas Villas, noventa e sete Freguezias com quatorze mil fogos, e quarenta e seis mil almas, e as casas de Religião seguintes:
O Convento de Religiosos de S. Francisco da Vílla de S. Vicente.
Nossa S. da Esperança de Religiosos Terceiros na Villa de Belmonte.
O Convento de Capuchos da Soledade de Penamacor.
O Convento dos mesmos na Villa de Idanha a nova com a invocação de S. António.
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Pelo Censos de 2011 Castelo Branco conta com 56 033 habitantes
Castelo Branco é a capital do Distrito de Castelo Branco
Freguesias de Castelo Branco
Alcains, Almaceda, Benquerenças, Cafede, Castelo Branco, Cebolais de Cima, Escalos de Baixo, Escalos de Cima, Freixial do Campo, Juncal do Campo, Lardosa, Louriçal do Campo, Lousa, Malpica do Tejo, Mata, Monforte da Beira, Ninho do Açor, Póvoa de Rio de Moinhos, Retaxo, Salgueiro do Campo, Santo André das Tojeiras, São Vicente da Beira, Sarzedas, Sobral do Campo, Tinalhas
Eleições Autárquicas - 11/10/2009
Votação por Partido em CASTELO BRANCO
PS: 69,8% - 8 mandatos
PSD: 17,1% - 1 mandato
Candidatos Eleitos pelo Circulo: Castelo Branco
PS - JOAQUIM MORÃO LOPES DIAS
PS - LUIS MANUEL DOS SANTOS CORREIA
PS - MARIA CRISTINA VICENTE PIRES GRANADA
PS - ARNALDO JORGE PACHECO BRAZ
PPD/PSD - MANUEL DE SOUSA EUSÉBIO
PS - JOÃO NUNO MARQUES CARVALHINHO
PS - MARIA JOSÉ BARATA BATISTA
PS - LUIS RAFAEL LOURENÇO DIAS
PS - MARIA DA GRAÇA VILELA VENTURA
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