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sábado, 23 de março de 2013
Convívio - Setúbal
Convívio Setúbal: quarentona safadinha de língua afiada tem um dedo por vinte rosas; uma linda menina de luxo, 20 anos, corpo de striper, uma braza; linda viúva em dificuldades mas com corpo escaldante (saudades do falecido); mulata mulherão, corpo escultural, apertadinha e fogosa (ufa); novidades bonitas tais como uma alentejana loira e uma algarvia de 39 anos; travesti calibre 18x4, adora iniciar o botão rosa; uma doce colombiana recém chegada de peito XL (cuida-te Sofia Vergara); novinha de peitos grandes adora beijos; pela primeira vez uma jovem de 18 anos quentinha em apartamento de luxo; em Azeitão há uma sigilosa loirinha portuguesa de 19 anos que se desloca e atende casais; um travesti pela primeira vez tem boca safada, bumbum e o calibre é XXL: linda loira pela primeira vez faz porque gosta.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Vale da Amoreira, Moita: Ataque destrói autarquia
Vale da Amoreira, Moita: Ataque destrói autarquia
Correio da Manhã de 15 de Julho de 2012, edição impressa
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
História de Palmela e brasão antigo
História de Palmela - imagens do século 19 e brasão antigo
A VILA DE PALMELA
Sobre um dos mais altos cabeços da cordilheira que se estende entre o Tejo e o Sado até formar o Cabo do Espichel, ergue-se o castelo de Palmela. Junto á velha fortaleza, no declive do monte, para o lado do norte, está edificada a vila do mesmo nome, em território da província da Estremadura, distrito administrativo de Lisboa. Dista cinco léguas da capital e uma de Setúbal.
O autor da Corographia Portugueza pretende que esta povoação fora fundada pelos celtas e pelos sarrios, trezentos e dez anos antes da era cristã e que, cento e seis anos depois do nascimento de Cristo, a reedificara Aulo Cornelio Palma, governador romano na Lusitânia, pondo-lhe então o nome de Palmela, derivado do seu. Todavia pode-se dizer que a historia de Palmela, até ao tempo de ser conquistada aos moiros pelo nosso primeiro rei, é desconhecida, ou pelo menos muito duvidosa.
Achando se pois sob o domínio dos árabes, conquistou-a D. Afonso Henriques, no ano de 1147. Tendo caído outra vez em poder dos sarracenos foi novamente tomada por aquele monarca em 1165, o qual cuidou então em melhor assegurara sua posse, reconstruindo o castelo, cuja defensa entregou á ordem dos cavaleiros de Santiago e povoando de novo a vila. Seu filho, el rei D. Sancho I, prosseguindo no mesmo empenho tratou, em 1205, de melhorar a fortaleza e aumentar a povoação.
Gozava de voto em cortes, sentando-se os seus procuradores no banco décimo terceiro.
O brasão de armas, que se vê na estampa junta, é copiado do que está na Torre do Tombo. Entretanto achamo-lo descrito por alguns escritores do modo seguinte. Em campo vermelho, um braço de homem sustentando uma palma, entre dois castelos; a cada lado do escudo, o habito de Santiago e por timbre as quinas reais de Portugal.
O castelo ocupa a coroa do monte. Ignora-se a época da sua fundação, mas sabe-se que tem diversas reconstruções. No seu recinto estão o convento, que foi dos freires de Santiago e a matriz de Santa Maria. O convento data dos primeiros tempos da monarquia, mas tem passado por muitas reedificações que lhe têm alterado sua primitiva arquitectura. Até á extinção das ordens religiosas, em 1834, era a cabeça da ordem militar de Santiago.
Do castelo goza se um ponto de vista admirável. Para o lado do norte descobre-se Lisboa, com os seus extensos arrabaldes; as serras de Sintra, de Montachique, de Bucelas e Montejunto, com todo o país entremedio; o Tejo, desde a barra até Santarém e uma infinidade de vilas e aldeias. Para o lado do sul vê-se Setúbal rodeada de pomares de laranja; o Sado desde a sua foz até a uma grande distancia do seu curso; e o oceano sem fim, onde os olhos se cansam e perdem.
Na vila acham-se a igreja paroquial de S. Pedro, a da Misericordia, o hospital e cinco ermidas. Nos arredores há outras capelas. Contém esta povoação mais de três mil habitantes. Posto que esteja assentada na encosta da montanha tem algumas ruas com pouco declive.
Os subúrbios não são bonitos, por serem terrenos pouco arborizados e íngremes. As principais produções do termo consistem em vinho, azeite, frutas, alguns cereais, mel, caça e algum gado.
A pouca distancia da vila passa o caminho ferro de Setúbal.
Palmela tem uma feira anual a 8 de Dezembro e mercado no segundo domingo de cada mês. É considerada praça de guerra e governada por um major.
Por Ignacio de Vilhena Barbosa
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Pelo Censos de 2011 Palmela conta com 62 549 habitantes
Freguesias de Palmela
Marateca, Palmela, Pinhal Novo, Poceirão, Quinta do Anjo
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Vende-se casa com dois pisos e quintal em Almada
Quem quiser comprar umas casas, sitas na Rua Direita da Vila de Almada, junto ao açougue, as quais têm dois andares, águas furtadas e seu quintal, pode dirigir-se a Maria Margarida Perpétua, moradora na mesma propriedade.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
História de Grândola e imagem de 1860 do antigo brasão
História de Grândola e imagem de 1860 do antigo brasão
A VILA DE GRÂNDOLA
D. Jorge de Lencastre, duque de Coimbra e filho legitimado del rei D. João II era muito afeiçoado aos exercícios da caça. Um dos sítios que mais procurava para esta distracção, era a serra de Grândola, nos limites da comarca de Setúbal, povoada de todo o género de caça.
Para sua maior comodidade, mandou edificar um palácio nas faldas da serra onde havia uma pequena e pobre aldeia, chamada o lugar de Grândola. Assim que o duque viu acabado o palácio, passou a viver nele uma boa parte do ano.
Achando-se em certo dia á janela, a recrear os olhos na mata de sobreiros e carvalhos que lhe ficava defronte e mui vizinha, um grande e sanhudo javali, rompendo com fúria o mato, perseguido dos cães veio parar ao terreiro do palácio. O duque, mal viu a fera, bradou pelos criados e vassalos, saltou as escadas de um pulo e saiu a campo para montear o javali.
Faltou-lhe porém o mais destro e ousado dos seus monteiros e a esta falta atribuiu D Jorge o pesar de lhe escapar o animal. A extensão de semelhante desgosto, só pode ser avaliada pelas pessoas que encontram na caça o maior prazer da vida. Julgue-se, portanto, da desesperação do duque, por não ter corrido á sua voz o monteiro que mais desejava ver ao pé de si. Todavia não fora culpa do vassalo o não se achar ao lado do seu real senhor quando este precisou dos seus serviços. Outros deveres imprescritiveis o tinham chamado a uma audiência judicial na vila de Alcácer do Sal, a cujo termo pertencia o lugar de Grândola.
Para evitar, pois, a repetição destes casos, impetrou e alcançou D. Jorge del rei D. João III, o foro de vila, para o seu lugar de Grândola, o que leve efeito no ano de 1543.
Empenhou-se desde então o duque de Coimbra em aumentar e aformosear a humilde aldeia, que de tudo necessitava para bem merecer a honra a que fora elevada. Com as imensas riquezas de que dispunha, fácil lhe foi dar grande impulso á edificação de novas casas, à reconstrução da matriz, que apenas era uma pequena ermida; e a outras fabricas mais. Com os privilégios do foral que obtivera da munificencia regia, com o fausto com que vivia e com a autoridade e consideração da sua pessoa, como príncipe e perfeito cavalheiro que era e como grão mestre da ordem de Santiago, também conseguiu sem muita dificuldade ir atraindo á sua vila numerosos moradores de diversas classes da sociedade, entrando nesta conta algumas famílias nobres e ricas que aí fundaram boas casas para sua residência.
Tal foi a origem da vila de Grândola e por tais razões é uma das terras do reino edificadas com mais regularidade.
Está situada, como dissemos, nas faldas de uma serra do mesmo nome, quase nos limites da província da Estremadura e quatro léguas ao sul da vila de Alcácer do Sal.
Compõe-se a povoação de cinco ruas, bem alinhadas e de varias travessas que as cortam. No centro está a matriz que é a única paroquia, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, a qual, quando era simples ermida, tinha a invocação de Nossa Senhora da Abendada.
Os templos de S. João Baptista, de S. Domingos, de S. Sebastião e de S. Pedro, estão colocados em quatro pontos opostos, de modo que formam uma cruz, ficando a matriz no meio dela.
A igreja e hospital da Misericórdia acham-se fundados em frente do antigo palácio do duque de Coimbra, no sitio onde o javali rompeu do mato para o terreiro.
No ano de 1679 fundou-se nesta vila um celeiro comum, á maneira do de Évora, para fazer empréstimos de trigo aos lavradores pobres, recebendo depois na mesma espécie o capital e um modico juro.
Muitas vinhas, hortas e olivais, alguns campos de trigo e, mais longe, bosques de sobreiros e carvalhos, o rio Davino com suas margens arborizadas e que passa junto da vila indo desaguar no Sado, depois de fazer trabalhar varias azenhas; o Borbolegão, e outros mananciais de puríssimas águas; o próprio Sado, que corre não mui distante, fazem as cercanias de Grândola muito produtivas, aprasiveis e formosas.
Além dos frutos próprios das culturas a que nos referimos, a criação de gado, principalmente suíno, constitui ali um ramo de grande comercio.
Grândola conta uns dois mil e duzentos habitantes e tem por armas um escudo com a cruz da ordem de Cristo, segundo dizem os autores que temos á vista, o que não se conforma muito com a circunstancia de ter sido o fundador da vila um grão mestre de Santiago e de ter pertencido a esta ordem a apresentação dos seus párocos.
Fazem-se na vila algumas feiras anuais.
Há nas vizinhanças de Grândola algumas curiosidades que devemos mencionar. O Borbolegão é um olho de agua que nasce junto da vila, apresentando um diâmetro como o da roda de um carro. É tal a violência com que rebenta, que expulsa qualquer corpo que lhe lancem por pesado que seja, arremessando-o fora da agua. O fragor, que as águas aí fazem, assemelha-se ao do mar embravecido e ouve-se em distancia.
Este manancial forma um rio, que vai entrar no oceano próximo da vila de Sines. Dois pontos tem no seu curso mui notáveis e dignos de exame. Um, a que o povo chama a Diabroria, é uma lagoa feita pelas águas do Borbolegão que se despenha, ao sair dela, de uma alta penedia. O outro, chamado a Ponte dos Aivados, é uma das mais belas curiosidades naturais que se encontram no nosso país. O rio, minando e gastando uma elevada rocha que impedia a passagem da sua furiosa corrente, formou aí uma ponte natural que a natureza foi vestindo de heras e tão ampla que lhe passam carros por cima com comodidade e segurança. Os arvoredos das margens do rio acrescentam muita beleza a este sitio pitoresco.
Outra curiosidade não menos digna de ser visitada, é a serra das Algares com as suas famosas grutas. Começa esta serra a uma légua ao nascente da vila de Grândola e vai correndo para leste por mais uma légua, ate ao sitio chamado Castelo Velho, por causa de um antiquíssimo castelo arruinado que aí se vê. Está minada esta serra na base e em todo o seu comprimento com extensas galerias, por onde se pode transitar até muita distancia.
Em diversas partes destas galerias se encontram profundos poços, que não deixam duvidar de que tudo isto foi obra dos homens em tempos mui remotos, dos romanos ou talvez dos fenícios, para explorações mineralógicas.
Pela extensão e fabrica das galerias e pela quantidade e grandeza dos poços, vê-se que os trabalhos da lavra destas minas foram executados com muita perícia e deve- se presumir que daqui se tirou grande porção de metais. Os terrenos contíguos á serra, para o lado do norte, estão cobertos de escumalho, provando assim que ali houve fundição de metais.
No principio do século passado (18), cavando-se á entrada de uma destas minas, achou-se uma moeda de prata romana.
No reinado del rei D. João V, foram estas minas inspeccionadas por pessoas peritas, mandadas a esse fim pelo governo. Segundo a opinião dessas pessoas, extraíram-se delas muita quantidade de ferro e prata.
Dá-se nesta serra dos Algares, a singularidade de serem potaveis e muito boas todas as águas que brotam do seu seio, pelo lado do sul, ao passo que nenhuma é potável das que rebentam pelo lado do norte. Todas estas são impregnadas de substancias que lhe dão diversos sabores e que imprimem diferentes cores nas pedras e terra por onde passam, obstando á vegetação nos terrenos que humedecem. Ao que parece são diferentes qualidades de águas minerais, que muito conviria que fossem examinadas por hábeis químicos.
Por Ignacio de Vilhena Barbosa
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Pelos Censos 2011 Grândola conta com 14 854 habitantes
Freguesias de Grândola
Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão
Carvalhal
Grândola
Melides
Santa Margarida da Serra
sábado, 1 de outubro de 2011
Imagens Milagrosas de Nossa Senhora em Portugal - Cabo Espichel
Imagens Milagrosas de Nossa Senhora em Portugal - Cabo Espichel
Nossa Senhora do Cabo é uma Imagem de grande respeito, mas mui pequenina, com o Menino Jesus nos braços, que existe no Cabo Espichel.
É muito milagrosa e à sua Igreja acorre muita gente em romaria e fazem-lhe grandiosas festas.
Imagens Milagrosas de Nossa Senhora em Portugal - Boa Viagem, Arrábida
Imagens Milagrosas de Nossa Senhora em Portugal - Boa Viagem, Arrábida
Nossa Senhora da Boa Viagem venera-se no Convento de Religiosos da Província da Arrábida, duas léguas de Lisboa rio abaixo sobre as praias do mar e é mui buscada da gente de Lisboa e de todos os navegantes, que lhe fazem sua festa nas Oitavas do Espírito Santo.
Imagens Milagrosas de Nossa Senhora em Portugal - Atalaia, Montijo
Imagens Milagrosas de Nossa Senhora em Portugal - Atalaia, Montijo
Nossa Senhora da Atalaia venera-se numa formosa Ermida, meia légua afastada de Aldeia Galega, na margen Sul do Tejo.
Apareceu esta Senhora em cima de uma aroeira, cujas folhas depois produziram uma espécie de bálsamo ou resina cheirosa, que era remédio admirável para as sezões, de que usavam os devotos da Senhora.
Entre o grande número de milagre que esta Santa Imagem tem feito, foi célebre o que aconteceu no tempo do rei Filipe I, o qual, mandando cortar alguns pinheiros que povoam aquele largo campo ou rossio, todos os que tinham como fim a corte, no outro dia estavam todos retorcidos e, por incapazes, não só se deixaram assim como todos os demais, percebendo-se com espanto o prodígio; assim se conservam ainda alguns (século 18) neste Santuário muito frequentado de gente, não só do Alentejo, mas também da Estremadura.
Imagens Milagrosas de Nossa Senhora em Portugal - Arrábida
Imagens Milagrosas de Nossa Senhora em Portugal - Arrábida
Nossa Senhora da Arrábida é uma Imagem que existe na Serra do mesmo nome, na Comarca de Setúbal e termo de Sesimbra; conta-se que «fugiu» de uma nau inglesa em que a trazia o Capelão dela chamado Haldebrant, numa noite de grande tormenta perto de Lisboa e que, não fosse a mesma Senhora, que iluminou a nau com um prodigioso esplendor, certamente ficaria submergida pelas ondas.
Sossegada a tempestade e examinando no outro dia os navegantes o local daquela luz, encontraram a Imagem da Senhora nele; e admirados e agradecidos, conjecturando ser aquele lugar o escolhido pela Mãe de Deus para nele a venerarem, com esmolas lhe fizeram uma Ermida, ficando o Padre Haldebrant por seu Capelão.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Relíquias Sagradas em Portugal - Alcácer do Sal
Relíquias Sagradas em Portugal - Alcácer do Sal
A pouca distância de Alcácer do Sal e em sítio eminente, fica o Convento de Santo António, de Religiosos Xabreganos. Nele existe um inestimável tesouro das seguintes Relíquias:
- um cabelo da santíssima barba de Cristo, Nosso Senhor:
- um retalho da Sua sagrada Púrpura;
- algumas partículas do Santo Lenho da Cruz;
- um dos trinta dinheiros, pelos que o aleivoso discípulo vendeu o seu Divino Mestre;
- leite da Virgem Maria, Nossa Senhora;
- a cabeça de Santa Responsa, uma das onze mil Virgens;
- e a de outra Sua Companheira juntamente com os peitos;
E muitas outras Relíquias de outros Santos Mártires, todas encaixilhadas em decentes relicários de prata, às quais se faz solene festa no Domingo do Bom Pastor, com Ofício dúplex e jubileu concedido por Clemente VII e confirmado por Paulo III. Foi este tesouro dádiva do famoso Vice-rei da Índia D. Pedro Mascarenhas, que adquiriu em Roma, quando lá foi como Embaixador del Rei D. João III.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Arrenda-se quinta em Coina (Barreiro) com vinhas e adega
Gazeta de Lisboa, 29 de Abril de 1806
Arrenda-se quinta em Coina (Barreiro) com vinhas e adega
Quem quiser arrendar por três ou mais anos uma quinta situada nas margens do rio de Coina defronte do ancoradouro das naus, a qual consta de vinhas, terras de semeadura, árvores de fruta, e casas com adega e suas vasilhas, pode dirigir-se á Casa da Gazeta.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Arrendam-se Herdades em Alcácer do Sal
Gazeta de Lisboa, Janeiro de 1806
Arrendam-se Herdades em Alcácer do Sal
Nos dias 9, 10, e 11 do corrente mês de Janeiro, em casa do Desembargador José António da Veiga, a Palhavã, se hão-de arrendar as fazendas seguintes: o Morgadinho de Nossa Senhora da Conceição em Santarém; as terras denominadas a Vinha Grande, com as suas demais pertenças na mesma Villa; e as Herdades de Alfebre do Mar, e de Vale de Ferreira, em Alcácer do Sal, tudo pertencente á Casa de António Manoel Leite Pacheco Milheiro de Mello Baianna.
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Pelo Census 2011 Alcácer do Sal tem 12 980 habitantes
Alcácer do Sal é uma cidade do Distrito de Setúbal, região Alentejo.
As freguesias de Alcácer do Sal são as seguintes:
Comporta, Santa Maria do Castelo (Alcácer do Sal), Santa Susana, Santiago (Alcácer do Sal), São Martinho, Torrão
Eleições Autárquicas de 11/10/2009
Votação por Partido em ALCACER DO SAL
PS: 3349/45% - 4 mandatos
PCP: 3240/ 43,56% - 3 mandatos
Candidatos Eleitos pelo Circulo: Alcácer do Sal
PS: Pedro Manuel Igrejas da Cunha Paredes (Presidente)
PS: Hélder António Monforte Serafim
PS: Isabel Cristina Soares Vicente
PS: Gabriel Afonso Leal Geraldo
PCP-PEV: António dos Mártires Balona
Alcácer do Sal é uma cidade do Distrito de Setúbal, região Alentejo.
As freguesias de Alcácer do Sal são as seguintes:
Comporta, Santa Maria do Castelo (Alcácer do Sal), Santa Susana, Santiago (Alcácer do Sal), São Martinho, Torrão
Eleições Autárquicas de 11/10/2009
Votação por Partido em ALCACER DO SAL
PS: 3349/45% - 4 mandatos
PCP: 3240/ 43,56% - 3 mandatos
Candidatos Eleitos pelo Circulo: Alcácer do Sal
PS: Pedro Manuel Igrejas da Cunha Paredes (Presidente)
PS: Hélder António Monforte Serafim
PS: Isabel Cristina Soares Vicente
PS: Gabriel Afonso Leal Geraldo
PCP-PEV: António dos Mártires Balona
PCP-PEV: Ana Isabel Paulino Chaves
PCP-PEV: Manuel Vítor Nunes de Jesus
quarta-feira, 15 de junho de 2011
História: Capela de Santo António na Barroca d' Alva, Alcochete
História
Alcochete
1867
1867
Capela de Santo António na Barroca d' Alva
A Barroca d'Alva está situada ao sul do Tejo, concelho de Alcochete, e freguesia de S. João Baptista. Foi no meado do século passado este lugar composto unicamente de cinco fogos, tendo uma ermidinha dedicada a Santo António.
Foi neste sitio aprasivel e ameno que génio empreendedor do Sr. Jacome Ratton, ilustre estrangeiro, que então domiciliar-se em Portugal, fundou grande quinta no ano de 1767, tornando em terras cultas e feracissimas os pântanos e terrenos arenosos, que ali comprou, medindo em superfície mais de uma légua quadrada. Nas vizinhanças de Lisboa não se conhece mais formosa mata de pinheiros do que aquela que tão afamado proprietário nesse local fez semear. É esta quinta um importante estabelecimento agrícola; e mui formosa a sua vivenda, com belas e magníficas oficinas, espaçosas acomodações para criados, pois podem alojar cinquenta famílias. Anexas estão quatro marinhas que dão avultado rendimento. Há nesta propriedade uma ermida de forma acastelada que parece ter sido dedicada Santo António, e uma coluna com estátua de Nossa Senhora, que são monumentos de piedosa devoção.
O actual proprietário daquela quinta, o sr. visconde de Alcochete, e seu filho, o barão do mesmo titulo, têem aumentado com muitas obras aquela propriedade, a tanto custo aformoseada pelo antepassado, o sr. Jacome Ratton; e demonstram assim que sabem continuar, com esmerado gosto, a obra do seu distinto progenitor.
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Pelo Census 2011 Alcochete possui 17 565 habitantes
Alcochete é uma vila portuguesa do distrito de Setúbal.
Alcochete tem três freguesias:
Alcochete; Samouco; São Francisco.
sábado, 11 de junho de 2011
História de Almada e brasão antigo de 1860
História
Almada em 1860
A VILA DE ALMADA
É sabido que el rei D. Afonso Henriques foi auxiliado na sua grande empresa da tomada de Lisboa em 1147 por uma armada de cruzados, que aportara ao Tejo. Além dos ricos despojos da vitória que repartiu com eles, como príncipe generoso e bom politico, ofereceu aos que quisessem ficar no país terras para cultivar e povoar, pois era esta uma das necessidades que mais urgiam na monarquia nascente.
Houve muito quem aceitasse a oferta, que o monarca tratou imediatamente de realizar; e como os cruzados pertencessem a diversas nações, bem como os que se resolveram a estabelecer-se em Portugal, foram destinadas para cada nacionalidade terras completamente separadas, e distantes umas das outras. Aos ingleses, sem dúvida por serem em maior número, coube mais extensão de território em diferentes localidades. Uma destas foi o elevado monte em frente de Lisboa, aonde fundaram a vila de Almada.
Até aqui quase todos os autores são concordes; agora porém no que discordam muito é na etimologia do nome desta povoação.
Segundo uns deriva se por corrupção de Vimadel, nome que os primeiros fundadores lhe deram, e que dizem significar povoação de muitos. Conforme a opinião de outros, era Almada o nome de um dos principais ingleses que a edificaram. Querem alguns, que antes da tomada de Lisboa já ali existia uma pequena povoação de moiros, os quais a retomaram aos ingleses, e que ao diante a conquistara de novo um descendente destes últimos, que tinha o apelido de Almada, nome que desde então passou á vila.
A opinião que nos parece mais bem fundada, é a que vemos menos seguida pelos nossos antiquários, e vem a ser, que Almada era uma povoação de origem árabe, chamada pelos moiros AI Maden, e que inteiramente destruída na ocasião da conquista pelas armas cristãs, foi pelos ingleses reedificada e povoada, conservando- lhe o nome, que com pouca diferença tem actualmente.
El rei D. Sancho deu-lhe foral, e fez doação dela aos cavaleiros de Santiago pelos anos de 1187, El rei D. Dinis incorporou-a na coroa, dando em troca aos cavaleiros as vilas de Almodôvar e Ourique, e os castelos de Marachique e Aljezur.
Nos tempos antigos não foi esta vila teatro de acontecimentos notáveis, a não se contar como tal o patriótico despeito de Manuel de Sousa Coutinho, que lançou fogo, e reduziu a cinzas a sua casa, em que então residia, quando por ocasião da peste que afligiu Lisboa no ano de 1599, os governadores do reino por Filipe II de Espanha, querendo refugiar-se naquela vila e pertendendo morar nas ditas casas, o intimaram para despejo.
Em nosso tempo, durante a luta da liberdade, teve lugar nas vizinhanças de Almada, uma das mais sanguinolentas batalhas que se deram em toda aquela guerra fratricida; a qual começando no sitio chamado a Piedade, e vindo acabar em Cacilhas (23 de Julho de 1833), decidiu da sorte de Lisboa, que no dia seguinte abriu suas portas ao exército constitucional comandado pelo marechal duque da Terceira.
Está edificada a vila de Almada em sitio plano na coroa de um monte bastante elevado e fragoso, que para o lado do sul tem suaves declives, e para a parte do norte é cortado quase a prumo, escavando-lhe a base as ondas do Tejo.
Não conserva esta povoação padrão algum da sua antiguidade, mais do que tradição e memórias. Do castelo, que os ingleses aí levantaram no século XII não restam vestígios. Os muros e baterias do actual são de moderna data. Se alguma coisa neles se encerra da fabrica primitiva, as reedificações a ocultaram.
A igreja paroquial de Nossa Senhora da Assunção, conhecida pela invocação popular de Santa Maria do Castelo, em razão da sua situação, foi reconstruída no século passado; e o mesmo aconteceu á outra paroquia de Santiago, que foi reedificada inteiramente no primeiro quartel daquele século pelo infante D. António, irmão del rei D. João V.
A igreja da Misericórdia é a mais antiga em edifício. Foi fundada no século XVI no hospital de Santa Maria, que lhe ficou pertencendo, com as suas rendas, o qual fora obra da caridade da infanta D. Beatriz, mãe del rei D. Manuel.
Próximo da vila, para o ocidente, em terreno igualmente alto e sobranceiro ao Tejo, está o convento de S. Paulo, da extinta ordem dominicana, que foi fundação de frei Francisco Foreiro, confessor dos Reis D. João III e D. Sebastião, no ano de 1569.
O edifício acha-se bastante arruinado. Junto dele está o cemitério público.
A casa da câmara é um edifício de arquitectara regular e sofrível aparência, com sua torre de relógio que domina toda a vila.
Do pequeno passeio modernamente plantado de arvoredo junto ás muralhas do castelo para o poente, e a cavaleiro da praia, goza-se de um dos mais belos e variados panoramas que o viajante pode encontrar. A perspectiva de Lisboa com os seus formosos arrabaldes da beira mar; a poética serra de Sintra, e outras cordilheiras de montes, que fazem um como caixilho aos subúrbios do norte da capital; o seu amplíssimo porto, esse rio, quase mar, orlado de tantas povoações, mais ou menos pitorescas, mas todas resplandecentes de alvura, que nele se vêm espelhar; enfim a larga foz do Tejo com suas nobres atalaias, e depois a imensa vastidão do oceano, tudo isto forma painel encantador, e verdadeiramente maravilhoso, que daquelas alturas se desfruta.
Na encosta do monte em que está sentada a vila de Almada, e perto da praia, onde o rio lhe faz um pequeno porto, existe uma fonte de muito boa e abundantíssima água, chamada a fonte da Pipa, da qual se sobe para a vila por uma espaçosa calçada. É desta fonte que os navios que entram no porto de Lisboa se costumam fornecer. Em anos de grande seca, e no de 1833 durante o cerco, que pôs á capital o exercito realista, foi esta cidade abastecida pelas águas daquela fonte, que transportadas em barcaças vinham fornecer chafarizes portáteis, que se colocavam nos cais principais.
Segundo a opinião do distinto médico, o doutor Francisco da Fonseca Henriques, no seu Aquilegio Medicinal, a agua da fonte do Alfeite, próximo de Almada, é de muita utilidade nos padecimentos de dor de pedra e areias de bexiga.
Nos arredores da vila há muitas e bonitas quintas, e várias ermidas. Destas mencionaremos a de Nossa Senhora da Piedade, situada em lugar baixo e ao sul da vila, num espaçosissimo terreiro, guarnecido de casas, muito concorrido no verão da gente de Lisboa, e aonde se fazem vistosas festas de arraial, corridas de toiros, e uma feira de três dias em 23 de Julho. Teve esta ermida o seguinte princípio.
Correndo o meado do seculo XVI, um daqueles sitios descobriu uma imagem de S. Simão numas barrocas, que logo tomaram o nome do santo. Aquele conseguiu por meio de esmolas edificar a pouca distância das ditas barrocas uma ermida em que colocou o santo, e fez-se ermitão.
Passado algum tempo apareceu em sonhos ao ermitão uma Nossa Senhora da Piedade; o que fez com que ele andasse de diligencia em diligência a ver se descobria a imagem com que sonhara, até que a encontrou em uma casa da sé de Lisboa. Cheio de contentamento não poupou esforços para que lha concedessem, e assim que a obteve levou-a para a ermida de S. Simão, onde lhe fez uma grande função. Principiou logo a ser tão procurada dos fiéis e cresceu tanto a devoção com os milagres que se atribuiam á Senhora da Piedade, que em breve com as avultadas esmolas que se recolhiam no cofre da Senhora, se construiu no mesmo local outra melhor ermida, e junto dela um recolhimento, ficando tudo desde então sob a invocação da mesma Senhora. No século passado ainda aí haviam quatro recolhidas e uma regente. Actualmente só existe a ermida, que é um santuário de muita devoção para os povos daquelas cercanias.
De entre as quintas mais notáveis do termo de Almada, faremos unicamente menção das duas que pertencem á família real; a do Alfeite, que é da coroa, com jardim e grande mata abundante de caça, e agora aformoseada com um lindo palácio de campo, no gosto inglês, mandado edificar por el rei o Senhor D. Pedro V; a da Amora, que foi da princesa D. Maria Bendita, irmã da rainha D. Maria I, e hoje pertencente à senhora infanta D. Isabel Maria. É curiosa pelo vastíssimo lago que possui, cercado de bosque, e com uma ilha arborizada no centro.
Também está no termo desta vila a antiga fortaleza de S. Sebastião de Caparica, comumente chamada Torre Velha, e que ao presente serve de lazareto. A sua primeira fundação data de D. João II. El rei D. Sebastião reedificou-a, e deu lhe o nome actual. Fica em frente da torre de Belém, com a qual pode armar fogo da sua bateria quase ao lume de água.
O lugar de Cacilhas, na raiz do monte de Almada, é o porto daquela vila. Tem um belo cais de cantaria guarnecido de assentos, e no fim dele um pequeno forte.
A vila de Almada conta uns quatro mil e quinhentos habitantes. Teve esta vila no antigo regime voto em cortes com assento no banco sexto.
As festas religiosas e populares, que outrora aí se faziam pelo S. João, tinham nomeada pelo seu aparato o magnificência, e eram curiosas pela singularidade de alguns costumes e antigualhas, que apareciam na procissão e nas cavalhadas. Nesses tempos despovoava-se Lisboa para ir assistir a essas funções. De há trinta anos para cá têm caminhado em tal decadência, que presentemente são uma pequena sombra do que foram.
Faleceu na vila de Almada e nela está sepultado o nosso distinto escritor, autor do poema épico Chauleidos, em que se descreve a conquista de Chaul, Diogo de Paiva d'Andrade, sobrinho de outro do mesmo nome, se não mais, não menos célebre, e filho do cronista mor Francisco d'Andrade.
***
Pelo Censos de 2011 Almada possui 173 298 habitantes
Almada é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal.
As onze freguesias do concelho de Almada são as seguintes:
Almada, Cacilhas, Caparica, Charneca de Caparica, Costa de Caparica, Cova da Piedade, Feijó, Laranjeiro, Pragal, Sobreda, Trafaria
As freguesias de Almada, Cacilhas, Cova da Piedade, Feijó, Laranjeiro e Pragal são freguesias urbanas e formam a cidade de Almada. As freguesias da Sobreda, Trafaria e Caparica são vilas e a freguesia da Costa da Caparica é cidade.
Eleições Autárquicas - 11/10/2009
Votação por Partido no/a Distrito: SETÚBAL / Conc: ALMADA
PCP - 27522/38,6% - 5 mandatos
PS - 17018/23,9% - 3 mandatos
PSD - 10977/15,4% - 2 mandatos
BE - 5553/ 7,8% - 1 mandato
Candidatos Eleitos pelo Circulo: Almada
PCP-PEV- Maria Emília Guerreiro Neto de Sousa
PS- Paulo José Fernandes Pedroso
PCP-PEV - José Manuel Raposo Gonçalves
PPD/PSD - Jorge Manuel Bonifácio Pedroso de Almeida
PCP-PEV - António José de Sousa Matos
PS - Maria D'Assis Beiramar Lopes Almeida
PCP-PEV - Maria Amélia de Jesus Pardal
PS - José Carlos Rebelo Simões
B.E. - Helena Maria Gomes Oliveira
PCP-PEV - Rui Jorge Palma de Sousa Martins
PPD/PSD - Nuno Filipe Miragaia Matias
Almada é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal.
As onze freguesias do concelho de Almada são as seguintes:
Almada, Cacilhas, Caparica, Charneca de Caparica, Costa de Caparica, Cova da Piedade, Feijó, Laranjeiro, Pragal, Sobreda, Trafaria
As freguesias de Almada, Cacilhas, Cova da Piedade, Feijó, Laranjeiro e Pragal são freguesias urbanas e formam a cidade de Almada. As freguesias da Sobreda, Trafaria e Caparica são vilas e a freguesia da Costa da Caparica é cidade.
Eleições Autárquicas - 11/10/2009
Votação por Partido no/a Distrito: SETÚBAL / Conc: ALMADA
PCP - 27522/38,6% - 5 mandatos
PS - 17018/23,9% - 3 mandatos
PSD - 10977/15,4% - 2 mandatos
BE - 5553/ 7,8% - 1 mandato
Candidatos Eleitos pelo Circulo: Almada
PCP-PEV- Maria Emília Guerreiro Neto de Sousa
PS- Paulo José Fernandes Pedroso
PCP-PEV - José Manuel Raposo Gonçalves
PPD/PSD - Jorge Manuel Bonifácio Pedroso de Almeida
PCP-PEV - António José de Sousa Matos
PS - Maria D'Assis Beiramar Lopes Almeida
PCP-PEV - Maria Amélia de Jesus Pardal
PS - José Carlos Rebelo Simões
B.E. - Helena Maria Gomes Oliveira
PCP-PEV - Rui Jorge Palma de Sousa Martins
PPD/PSD - Nuno Filipe Miragaia Matias
sexta-feira, 10 de junho de 2011
História de Alcácer do Sal e brasão antigo (1860)
História
Alcácer do Sal
Brasão de 1860
Brasão de 1860
A VILA DE ALCÁCER DO SAL
Trinta anos antes do nascimento de Cristo, segundo escrevem alguns historiadores, Bogud, rei moiro de África, atravessando o estreito com um poderoso exército, invadiu e assolou grande parte da Lusitania. Entre as muitas devastações que cometeu, a que mais afligiu e indignou os habitantes foi a destruição de um célebre templo dedicado a Salacia, que se erguia junto ás margens do rio Sado.
Bogud, carregado de despojos, embarcou-se para África; porém, ao meio do Mediterrâneo, sobreveio- lhe tão rijo temporal, que perdeu em lastimoso naufrágio as riquezas que levava, e a maior parte do seu exército.
Atribuido este caso á justa vingança da deusa, cresceu tanto nos habitantes a devoção para com a sua patrona, que não só reedificaram o templo com mais grandeza, mas fundaram em torno dele uma povoação a que deram o nome de Salacia. Teve esta povoação tão grande e rápido desenvolvimento, que o imperador Augusto lhe deu o titulo de município romano, e em memória daquele sucesso e honra da deusa mandou que se chamasse Salacia Inperatoria.
Progrediu tanto a nova cidade no seu engradecimento que há autores antigos que afirmam, ocupara um âmbito de duas léguas. E com efeito neste espaço de terreno se tem achado algumas antiguidades romanas e muitos vestígios de grandes edificios.
No ano de 300 de Jesus Cristo Alcácer do Sal era cidade episcopal, tinha então por bispo a S. Januário, e por esse tempo assistiu e pregou nela S. Manços, primeiro bispo de Évora.
Todavia esta prosperidade De Alcácer do Sal não foi de longa duração, talvez por causa das muitas guerras de que foi teatro o solo da Lusitania durante a dominação romana, pois que Plínio, exaltando a sua grandeza e opulência de outrora, diz que no seu tempo se achava muito destruida.
A invasão dos povos do norte, depois da queda do imperio romano, acabou de arruiná-la, de sorte que os seus moradores já muito reduzidos em número, viram-se obrigados a recolherem- se ao castelo, que campeava sobre uma eminência vizinha á povoação, para daí melhor se defenderem contra os continuos acometimentos de novos inimigos.
Apossando-se os moiros deste nosso país no seculo VIII, não trataram de levantar das ruinas a destruida Salacia; preferiram, segundo o seu sistema, estabelecerem-se numa posição defensável e já fortificada, como era o monte em que se achava o castelo. O que fizeram foi construir uma nova cerca, que deixasse amplo espaço para dentro dela se abrigar a nova povoação. A esta denominaram Alcazar de Salaria.
O primeiro nome era comum a todos os castelos na língua árabe, o segundo para o diferençar dos mais, era alusivo ao muito sal que ali se tirava do Sado desde tempos mais remotos.
A 24 de Junho de 1158 Alcácer do Sal foi tomada aos moiros por el rei D. Afonso Henriques, depois de dois meses de apertado cerco e continuos combates, tendo feito anteriormente o mesmo monarca duas inúteis tentativas para a conquistar, ajudado então de armadas estrangeiras.
Tiveram os moiros a fortuna de a recuperar, e os cristãos a de se apoderarem novamente dela a 18 de Outubro de 1217, reinando D. Afonso II, e por esforço de D. Sueiro, bispo de Lisboa, que aproveitando-se do auxílio de uma armada de cruzados que aportara ao Tejo, foi á frente das falanges portuguesas atacá-a por terra, enquanto os estrangeiros auxiliares a acommetiam do lado do rio. Tal era a fortaleza e defensa daquela praça, que deu tempo a virem em socorro della, com grandes forças, os reis de Badajoz, de Jaen, Sevilha e Cordova.
Advertidos os portugueses e seus aliados, sairam-lhes ao encontro a uma légua de distância, e aí se pelejaram duas batalhas tão mortiferas, que ao sitio se deu o nome de Vale da Matança, que ainda se conserva em uma herdade. A derrota dos moiros e a morte de dois dos seus príncipes, enchendo de terror os seus irmãos de Alcazar, levou-os a entregar a praça por capitulação.
Não tornou mais Alcácer do Sal a separar-se da corôa de Portugal; porém, no meio destas encarniçadas lutas, desapareceu a Alcazar moirisca, como antes dela desaparecera a Salaci romana. Os novos moradores, preferindo viver nos campos vizinhos, foram-se estendendo pela margem direita do Sado; e apesar da mortal antipatia que dividia as duas raças em dois campos tão inimigos, ficou á nova povoação o nome árabe de Alcácer do Sal, que pronunciamos com pouca corrupção do antigo.
Está pois situada a vila de Alcácer em lugar plano junto ao rio, a sete leguas de distancia da sua foz e da vila de Setúbal. Conta perto de tres mil habitantes. Tem duas paroquias: a de Santa Maria do Castelo e a de Santiago. A primeira, fundada logo depois da restauração da vila em 1217 por el rei D. Afonso II, está dentro do castelo. Na arquitectura interior, principalmente, mostra a sua muita antiguidade. A segunda foi construida no seculo passado no centro da vila, concorrendo para a obra el rei D. João V.
A igreja da Misericórdia foi fundação de Rui Salema no ano de 1530. Além do hospital anexo a esta Santa Casa, tem outro intitulado do Espírito Santo, que é administrado pela câmara.
Dentro do castelo de Alcácer do Sal está o convento de Nossa Senhora de Araceli, de religiosas de Santa Clara, fundado pelo mesmo Rui Salema, que era fidalgo da casa do infante D. Luís. Para esta obra fez- lhe doação el rei D. Sebastião dos paços, que os nossos reis tinham no dito castelo, e nos quais se achava o duque de Beja, D. Manuel, quando por morte de seu primo, el rei D. João II, foi chamado ao trono.
Nos arrabaldes de Alcácer do Sal está o extinto convento de Santo António, que foi de frades franciscanos, edificado por D. Fernando Mascarenhas no ano de 1524.
O castelo de Alcácer, posto que em grande ruína, é uma curiosa antiguidade, não só pelas memórias históricas que estão ligadas áquelas paredes desmoronadas, mas também porque ainda no seu vasto âmbito se descobrem vestígios de grandes edificios árabes e algumas antigualhas. Situado sobre uma eminência, quase toda de rocha, e sobranceiro ao rio, goza-se dali um encantador panorama.
Alcácer faz bastante comércio com Lisboa, Setúbal e Beja, sendo o Sado navegavel até Porto de Rei, três léguas acima de Alcácer. As rendosas herdades de que se compõe o seu termo, e as numerosas salinas que lhe debruam o rio, constituem-na uma das mais ricas vilas de Portugal. Tem uma feira importante a 14 de Abril.
Outrora gosou da prerogativa de mandar procuradores ás côrtes, os quais tomavam assento no sexto banco.
Tem por brasão uma nau, e por timbre as armas reais. Estas em memória de ter sido a vila conquistada a primeira vez pelo próprio rei D. Afonso Henriques. A nau em recordação da armada de cruzados que auxiliou naquela empresa o monarca português.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Portugal - Eleições 2011 - Resultados Setúbal
Resultado das Eleições para a Assembleia da República de 5 de Junho de 2011 - Setúbal
PS - 27,14%, 5 deputados (Em 2009: 34%, 7 deputados)
Deputados eleitos pelo PS em Setúbal: Vieira da Silva, Eduardo Cabrita, Eurídice Pereira, José Cordeiro, Ana Catarina Mendes
PSD - 25,15%, 5 deputados (Em 2009: 16,39%, 3 deputados)
Deputados eleitos pelo PSD em Setúbal: Maria Luís Albuquerque, Pedro do Ó Ramos, Bruno Vitorino, Maria Soares, Paulo Ribeiro
CDU - 19,65%, 4 deputados (Em 2009: 20,07%, 4 deputados)
Deputados eleitos pela CDU em Setúbal: Francisco Lopes, Paula Barbosa, Heloisa Apolónia, Bruno Dias
CDS/PP - 12,02%, 2 deputados (Em 2009: 9,15%, 1 deputado)
Deputados eleitos pelo CDS em Setúbal: Nuno de Magalhães, João Barros Viegas
BE - 7,03%, 1 deputado (Em 2009: 14,02%, 2 deputados)
Deputada eleita pelo BE em Setúbal: Mariana Rosa Alveca
domingo, 27 de fevereiro de 2011
História: Setúbal em 1849
História
Setúbal em 1849
Imagem do Castelo de S. Filipe
A vila de Setúbal é uma das mais consideráveis e opulentas povoações de Portugal.
Edificada em uma situação amena, rodeada de quintas e viçosos pomares, dominada pelas magestosas serras de Palmella e Arrábida, banhada pelo Sado, que alli forma um excellente porto para navios de todo o lote, povoada de gente industriosa e activa, Setúbal não podia deixar de alcançar, como de feito alcançou, a larga importância commercial e maritima que hoje tem.
Quando hajam de emprehender-se seriamente os trabalhos das estradas, não deve deixar de proceder-se em primeiro logar, á construcção ou melhoramento da antiga estrada que partindo de Setúbal, se dirige, por Alcácer do Sal, a Beja e a outras povoações de egual importância no Alentejo; se ao mesmo tempo, o que segundo opinião de engenheiros e peritos, é fácil e muito praticável, se unisse por meio de um canal o Tejo ao Sado, o commercio, e por consequência a riqueza de Setúbal, cresceriam de ponto duplicariam, triplicariam, talvez.
Ainda assim, isolada quasi da capital, apezar da pequena distancia que a separa dela, com caminhos difficeis para o alto Alentejo, sem um bom vapor sequer, que torne rápidas seguras e regulares, como muito lhe convém, as suas communicacões com Alcácer do Sal, o porto de Setúbal é um dos mas frequentados do reino, pelos navios de todas as nações, principalmente das do norte, sendo objectos principaes da sua considerável exportação, as fructas deliciosas, e o vinho magnifico, em que abunda o seu termo, e o sal cuja producção foi em 1848 de 240 000 moios, além dos trigos e outros cereaes que vindo do Alentejo, são pela barra de Setúbal exportados para a capital e para as províncias do norte, principalmente.
Não será desagradável aos nossos leitores a seguinte curiosissima nota dos navios entrados no porto de Setúbal, e do sal exportado nos annos de 1825 a 1830:
É igualmente certo, que este movimento e exportação, com quanto se não conheça exactamente pela falta de estatisticas regulares, não tem diminuído, antes tem consideravelmente augmentado.
Não é Setúbal tão rica em antiguidades como se poderia esperar da sua proximidade do sitio do Troia, onde, como não seria dificil provar, existiu uma colónia fenicia, e da grande attenção e favor de que sempre gosou desde os primeiros tempos da monarchia.
Entre os seus mais notáveis edifícios, merece um logar distincto a egreja e convento de Jesus, de religiosas de Santa Clara, fundado cm 1490 por Justa Rodrigues (ama del rei D. Manoel) pelo risco e desenho do architecto italiano Botaca.
A barra de Setúbal é um tanto perigosa, por causa de alguns bancos de areia, que lhe obstruem a entrada, e defendida pela torre do Outão e pelo castello S. Filipe, que a nossa estampa representa.
A população de Setúbal anda por 16 000 almas; ruas são soffrivelmente calçadas e illuminadas de noite. O bello campo do Bomfim, em cujo centro ha uma elegante fonte, e que é muito frequentado dos habitantes, tem proporções para ser um lindo logradouro, ou passeio público.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
História: Vinho moscatel de Setúbal em 1848
História
Vinho moscatel de Setúbal à venda em Lisboa, 1848
Ultimamente apareceu nesta loja uma cousa nova completamente nova entre nós. O país que tem tanto, e tão bom vinho, não sabia engarrafar. Engarrafava se em garrafas mal jeitosas, rolhavam-se estas com rolhas de má cortiça, lacravam-se, e lacram-se, com péssimo lacre; finalmente o mais fino de todos os nossos vinhos, o vinho do Porto, não pôde apresentar-se na mesa engarrafado como se acha no mercado.
O sr José Maria da Fonseca deu uma prova de muito bom gosto, mandando engarrafar o seu óptimo moscatel em garrafas elegantes, bem rolhadas, lacradas, e etiquetadas (permitam-nos a francezia). Tem tido muita extracção - o público tem feito justiça á qualidade da obra e da encadernação.
Cada caixa de 6 garrafas se vende por 2 880 réis. Até as caixas são elegantes e bem acabadas.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
História de Alcácer do Sal
História
Viagem pelo passado de Alcácer do Sal, 1848
A antiga Salacia, a Al- Kassr-ben-abu-Danès dos árabes, e a moderna Alcácer do Sal, foi já uma das mais importantes povoações do ocidente da península. No tempo do império Omíada de Córdova, teve até um vasto arsenal de onde saíram grandes frotas para o acometimento dos cristãos. Capital da extensa província de Al- Kassr, ainda no século XII, segundo Edrisi, se distinguia pela importância do seu tráfego - activamente alimentado pela proximidade da opulenta Évora. Torneavam-na então extensos pinhais, cujas madeiras faziam um dos objectos principais da sua exportação. Os seus campos, naturalmente férteis, abundavam em gados de toda a espécie. A importância militar de Alcácer do Sal era então grande, como é ainda hoje - entretanto, a sua situação interna mudou inteiramente - já não existem campos, nem vastos pinhas, senão infectos paúis e enfezadas plantações de arroz. Os gados que povoavam os seus risonhos contornos não existem; o seu temeroso castelo é hoje um montão de ruínas - ruínas são muitos outros edifícios com que a obra de tantas gerações enriquecera a vila. Todavia, Alcácer do Sal é ainda hoje o interposto do comercio de cereais com a capital. Um governo, que seriamente promova o bem dos povos, pode levantar Alcácer do abatimento em que jaz - porque tem proporções para ser, pelo trato comercial, uma das mais consideráveis povoações do moderno Alentejo.
A sua população, sempre decadente, em razão dos ares doentios que por ali se respiram, andará pouco mais ou menos por 4,000 almas, não sendo a de todo o concelho superior a 7,000. A nossa estampa representa as ruínas do castelo, vistas da hospedaria da praça.
***
Pelo Census 2011 Alcácer do Sal tem 12 980 habitantes
Alcácer do Sal é uma cidade do Distrito de Setúbal, região Alentejo.
As freguesias de Alcácer do Sal são as seguintes:
Comporta, Santa Maria do Castelo (Alcácer do Sal), Santa Susana, Santiago (Alcácer do Sal), São Martinho, Torrão
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