quarta-feira, 21 de setembro de 2011

História de Coimbra e brasão antigo (imagem de 1860)



História de Coimbra e brasão antigo (imagem de 1860)

A CIDADE DE COIMBRA 



Da Conimbriga dos romanos restam poucos vestígios. Esta cidade tinha o seu assento no lugar aonde agora vemos Condeixa a Velha, duas léguas distante da actual cidade de Coimbra e ao lado da estrada que conduz a Lisboa. Na invasão dos povos do norte, no século V, foi completamente destruída e querendo depois os vencedores reedifica-la, resolveram mudar-lhe o assento para junto do Mondego. Tal é a origem, ao que parece da moderna Coimbra, a quem dão por fundador Ataces, rei dos alanos. 

O brasão de armas, de que ainda usa esta cidade, dizem lhe fora dado por aquele soberano em comemoração do seguinte caso. Achando-se Ataces ocupado na edificação da sua nova cidade de Coimbra, veio fazer-lhe guerra Ermenerico, rei dos suevos, á frente de um numeroso exercito. Não esperou Ataces a chegada do inimigo; apenas lhe constou a sua vinda, saiu-lhe ao encontro deu-lhe batalha e venceu-o. Ermenerico, para salvar se a si e ás relíquias do seu exercito, pediu paz e ofereceu ao vencedor, para a alcançar, a mão de sua filha, a princesa Cindasunda, cuja beleza era mui falada e celebrada. Ataces aceitou a proposta e passado pouco tempo efectuou-se o consorcio. No seu contentamento por este sucesso, que lhe deu uma noiva tanto do seu agrado, determinou comemora-lo no brasão de armas de Coimbra, que ordenou do seguinte modo. No meio a imagem da princesa Cindasunda, coroada como rainha, com as mãos postas e olhos voltados para o céu, como medianeira da paz que implora de Deus, e saindo de uma taça ou calix de oiro, que significa o sacramento do matrimonio, que confirmou a aliança e amizade entre os dois monarcas pouco antes inimigos e personalisados no brasão, Ataces na figura de um leão rompente de oiro, que era a sua divisa, e Ermenerico na da uma serpe ou dragão verde, que trazia por emblema pintado nas suas bandeiras e tudo em campo vermelho. 

No século VIII curvou-se Coimbra, como as mais terras da Lusitânia, ao jugo dos muçulmanos. Na grande luta que não tardou a romper entre os cristãos e os conquistadores, ora se viu resgatada, ora presa outra vez dos infiéis, até que no ano de 1064, D. Fernando Magno, rei de Castela e Leão, a arrancou para sempre do poder dos moiros, no fim de um cerco de sete meses. 

A mesquita principal da cidade foi logo purificada e convertida em templo dedicado a Nossa Senhora, e conta-se que nele o mesmo rei D. Fernando Magno armara cavaleiro, com toda a solenidade, ao celebre Cid Rui Dias. D. Fernando reparou os muros da cidade povoou-a de cristãos, guarneceu-a de soldados veteranos e deixou-lhe por governador o conde D. Sisnando, que se fez notável pelo seu bom governo e por varias obras que empreendeu para melhoramento da cidade. 

Reinando em Castela e Leão D. Afonso VI, neto deste rei D. Fernando, e dando sua filha D. Tareja em casamento ao conde D. Henrique, com o condado de Portugal por dote, entrou este príncipe na posse de Coimbra e dela fez a sua corte, alternadamente com Braga e Guimarães. Confirmando-lhe o foral dado por seu sogro, acrescentou-lhe novos privilégios. 

Seu filho, D. Afonso Henriques, depois de aclamado rei, estabeleceu em Coimbra a sua residência habitual e assim ficou sendo esta cidade corte única de Portugal durante os primeiros quatro reinados. D. Afonso III repartiu com Lisboa esta regalia, que as duas cidades gozaram por seu turno até ao principio do reinado de D. João I, em que os povos requereram a este monarca, nas cortes então reunidas em Coimbra, que mudasse a sua residência para Lisboa por varias razões que apresentaram. Não deixaram todavia os sucessores do mestre de Avis de ir gozar de vez em quando da encantadora vista das margens do Mondego. 

Nestes tempos tinha Coimbra voto em cortes com assento no banco primeiro, e aqui as celebraram D. Afonso Henriques em 1180, em que seu filho D. Sancho foi jurado sucessor da coroa; D. Sancho I, em 1213, para o reconhecimento de seu filho D. Afonso, e para a feitura de leis; D. Afonso III em 1261, para ser jurado rei; D. João I em 1385, nas quais lhe foi dado o trono de Portugal e aclamado e jurado rei pelo pedir a salvação da causa publica, apesar da sua bastardia e dos direitos de seus irmãos, os filhos da infeliz D. Inês de Castro, então presos em Castela e, finalmente, D. Afonso V, no ano de 1472. No fim do reinado de D. Sancho II teve lugar a famosa defesa do castelo de Coimbra. 

Desta maneira foi a cidade de Coimbra teatro de importantes acontecimentos políticos, assim como também o foi de lamentáveis cenas trágicas. Duas mulheres, ambas formosas de alma e de corpo e, para sua desgraça, elevadas ambas por amor a uma alta posição, aí padeceram morte violenta e a todos os respeitos imerecida! D. Inês de Castro e D. Maria Teles, são os nomes dessas ilustres e tristes vitimas da politica e do ciume. A primeira foi mandada assassinar por el rei D. Afonso IV, a fim de não servir de estorvo a um projectado enlace do infante D. Pedro, seu filho e sucessor, com uma infanta de Castela. A segunda foi apunhalada por seu esposo, o infante D. João, filho de D. Pedro e da desditosa D. Inês de Castro, a quem a pérfida rainha D Leonor Teles, forjando embustes, armara o braço contra a sua própria irmã, para depois perseguir o assassino e deste modo desviar da sucessão do trono um príncipe que as leis do reino antepunham a D. Beatriz, única filha del rei D. Fernando e da dita rainha D. Leonor Teles, a qual, nessa ocasião, já estava casada com D. João I, rei de Castela, e por esta circunstancia inibida de suceder na coroa de D. Afonso Henriques. 

Duas vezes foi Coimbra cabeça de ducado; a primeira em favor do infante D. Pedro, filho segundo de D. João I; a segunda em favor de D. Jorge, filho legitimado del rei D. João II. 

Está Coimbra situada no coração do reino, na província da Beira, trinta e duas léguas distante de Lisboa para o norte e dezoito do Porto para o sul.






Sentada á beira do Mondego, parte em terreno chão, parte subindo em anfiteatro pelo dorso de um monte, ao qual fazem vistosa coroa alguns dos seus melhores edifícios, e os arvoredos das margens do rio dando beleza e realce a este quadro já de si tão formoso, esta cidade sobreleva a todas as suas irmãs pelas graças exteriores que ostenta. 

Nenhuma outra apresenta como esta, a quem de fora a contempla, mais nobre e risonho aspecto. Aquele trono de casaria, alvejando por entre verdura, parece disposto por mão de artista, para o mais belo efeito da perspectiva. Quase todos os principais monumentos da cidade estão colocados como em exposição, que só tivesse por fim o adorno do painel. As paisagens do entorno são como as mais lindas e amenas, as mais pitorescas e variadas que podem criar a imaginação de um pintor e a fantasia de um poeta. 

Vista por dentro, verdade é, varia muito o quadro. As alegrias exteriores quase se convertem em tristeza, porque a maior parte da cidade, principalmente a baixa, é cortada de ruas estreitas, tortuosas e imundas, e guarnecidas de casas de aparência desagradável. Todavia o viajante fica bem pago deste desgosto ao entrar em algumas ruas e praças amplas e orladas de bons edifícios e ainda mais indemnizado se julgará visitando tantos monumentos que aí se erguem, ricos de arte e de tradições históricas e venerados por sua antiguidade e origem. 

De entre as melhores ruas de Coimbra sobressai a Sofia, que dá entrada na cidade a quem vem pela estrada do Porto. É toda plana, mui larga bem macdamisada e guarnecida de ambos os lados, em toda a sua extensão, que não é pouca, de passeios lageados e diversos templos e grandes edifícios que foram conventos das extintas ordens religiosas, em que entrava o antigo palácio da inquisição e que se vêem agora quase todos transformados em casas de habitação particular de boa e regular aparência. 

As praças principais são quatro: a da Universidade e a da Feira no sitio mais alto da cidade; a de Sansão, e a chamada por antonomasia Praça, situadas no bairro baixo. A primeira é circundada por todos os quatro lados dos belos edifícios da universidade. Na segunda erguem-se a catedral, o esplêndido edifício do museu e aulas de ciências naturais, e o grande palácio do governo civil. outrora colégio dos cónegos seculares de S. João Evangelista. A terceira, que é a mais pequena de todas, basta-lhe para adorno e nobreza, o magnifico templo e mosteiro de Santa Cruz. A quarta, é o grande mercado aonde a povoação se vai abastecer diariamente de pescado, hortaliças, frutas, etc. 

Nenhuma cidade de Portugal, proporcionalmente, conta tantos edifícios religiosos como Coimbra. A catedral, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, é um templo vastíssimo e grandioso. Era a igreja do colégio dos jesuítas, fundação del rei D. João III, e que depois da extinção desta ordem em 1759, passou a servir de catedral. Possui um precioso tesouro de relíquias e de alfaias.




A sé velha é um dos mais antigos e curiosos monumentos do nosso país. Não é agora ocasião de pesar opiniões sobre a sua origem. Quase todos os nossos escritores atribuem aos godos a sua fundação. Todavia há quem, com argumentos muito plausíveis, a julgue obra dos princípios da monarquia portuguesa. Tanto exterior, como interiormente mostra arquitectura de épocas muito diversas. Encerra algumas obras de bastante primor e vários sepulcros de muita antiguidade. Actualmente é uma das paroquias da cidade, com a invocação de S. Cristóvão. 


A igreja de Santa Cruz, que pertenceu aos cónegos regrantes de Santo Agostinho, é um grande templo em que se admiram três obras de arte de singular excelência e perfeição: o púlpito, de pedra todo coberto de delicadíssimas esculturas; e os sumptuosos túmulos dos dois primeiros Reis de Portugal, D. Afonso Henriques e seu filho D. Sancho I. Foram mandados fazer por el rei D. Manuel, que também reedificou o templo e o mosteiro, cuja fabrica primitiva se deveu a D. Afonso Henriques. A sacristia é muito rica e mais moderna. No mosteiro, em que ao presente se acham o correio e outras repartições, há dois claustros muito antigos e curiosos. A cerca deste mosteiro, hoje propriedade particular, é um belo ornamento de Coimbra. Os seus bosques seculares, as suas cascatas, jogos da bola e, especialmente, o seu imenso lago cercado por altas paredes de cedro, dão-lhe nomeada em todo o reino. 

O convento e igreja de Santa Clara, habitado ainda ao presente por freiras franciscanas, é obra grandiosa dos Reis D. João IV e D. Pedro II, que o mandaram edificar do outro lado do Mondego, na encosta de um monte fronteiro á cidade, em consequencia de se achar o antigo convento, cujas ruínas se vêem junto da ponte, meio enterrado pelas areias do rio e a todo o momento inundado pelas suas águas. No altar mor da sua bela igreja, está o corpo inteiro da rainha Santa Isabel, metido em um sepulcro de prata. No coro de baixo, que fica em frente da capela mor, vê-se o magnifico e antigo túmulo de pedra em que outrora esteve depositada a santa rainha. É todo ornado de esculturas e figuras em alto relevo, tendo sobre a tampa a estátua daquela princesa. 

Iríamos muito longe se houvéssemos de mencionar todos os templos de Coimbra, onde quase todas as ordens religiosas possuíam colégios para os seus membros que frequentavam a universidade, colégios que pela maior parte eram grandes conventos. O de S. Bento, acabado em 1689; o dos freires de Cristo, fundado por D. João III; o dos Loios, começado em 1631; o de S. Bernardo, edificado pelo cardeal rei; o de Nossa Senhora da Graça, construído em 1543; o dos freires de S. Tiago e de Avis; o de S. Jerónimo; o dos jesuítas, fabrica de D. João III; o de Nossa Senhora do Carmo, fundado em 1542; o de S. Domingos, levantado em 1547; o de S. Francisco, fundado primitivamente pelo infante D. Pedro, filho de D. Sancho I, e depois reconstruído, e o colégio novo dos cónegos de Santo Agostinho, são os principais. 

O mosteiro das freiras de Santa Ana, primeiramente edificado junto ao rio, que o alagou e destruiu e, depois, mudado para lugar alto, é também um grande edifício, bem como o seminário episcopal e o paço do bispo. 

Tem a cidade nove paroquias, que se intitulam Nossa Senhora da Assunção (sé), S. Cristóvão, Santa Justa, S. Bartolomeu, o Salvador, S. Pedro, S João de Almedina, Santiago e S. João da Cruz. A igreja da Misericórdia está fundada sobre a abobada da paroquia de Santiago, deitando a porta principal desta para a praça do mercado e a da Misericórdia para uma rua que passa pelas costas daquela, em altura muito superior ao pavimento da praça. 

O hospital de Coimbra é fundação del rei D. Manuel. Há nesta cidade casa de asilo para a infância desvalida, um recolhimento de mulheres, etc. 


Os edifícios da universidade estão colocados no ponto mais alto da cidade, servindo-lhe de majestosa coroa. Adornam por todos os quatro lados uma extensa praça oblonga, no fundo da qual avulta o paço das escolas e do reitor. Na frente deste, ergue-se o observatorio e dos lados a capela, a livraria e o colégio de S. Pedro. 

A universidade foi fundada em Lisboa por el rei D. Dinis e pelo mesmo mudada para Coimbra, onde teve assento na rua da Sofia, nos Paços reais que aí havia, e que mais tarde se transformaram em palácio da inquisição. Depois de ter sido por vezes, e em diferentes reinados, transferida para Lisboa e novamente mudada para Coimbra, onde também esteve estabelecida no colégio de S. Paulo, el rei D. João III deu-lhe, para sede, os Paços reais do alto da cidade e, desde então, neles tem permanecido. 

Encerram estes Paços algumas coisas dignas de serem vistas com atenção, ou por sua riqueza ou como antigualhas. A sala dos actos é grandiosa. Está decorada com os retratos dos Reis de Portugal em grandes painéis. A sala dos capelos é guarnecida com os retratos dos reitores, Possui uma galeria de quadros com uma grande quantidade de painéis, entre os quais se vêem alguns de merecimento. A capela é de arquitectura gótica e  espaçosa, como uma boa igreja. A casa da livraria e o observatorio, fundados no seculo passado (18), são belos edifícios de prospecto nobre e regular. Do terrado superior do observatorio e da torre da universidade, desfruta-se um panorama verdadeiramente maravilhoso- 

As aulas de ciências naturais estão um pouco distantes destes Paços e ocupam um edifício contíguo á sé nova, que fazia parte do colégio dos jesuítas e que o marquês de Pombal, depois da extinção desta ordem, reedificou com riqueza, apropriando-o ao seu novo destino. Além daquelas aulas, acham se nele estabelecidas as salas do museu, que encerram uma sofrível coleçâo de produtos dos três reinos da natureza, o gabinete de física e o gabinete e anfiteatro anatómico. Defronte da fachada principal deste edifício está o laboratório químico ,obra magnifica posto que incompleta. 


Conta esta cidade entre os seus principais estabelecimentos, um jardim botânico, vasto e fabricado com bastante grandeza. Considerado como passeio publico, é um lugar de muita concorrencia principalmente aos domingos. 

Os divertimentos públicos limitam-se a uma praça de toiros, modernamente feita. Há contudo um teatro académico, bem disposto e organizado, em que representam estudantes da universidade em certas épocas do ano. 

Tem Coimbra um bom aqueduto e duas belas pontes. O aqueduto, chamado de S. Sebastião, tem vinte e um arcos de bastante altura. Fundou-o el rei D. Sebastião no ano de 1570, tirando aos cónegos de Santa Cruz quatro fontes de excelente agua, que nele introduziu para abastecimento da cidade, o que deu motivo a muitas questões e conflitos, acabando os cónegos por se queixarem ao papa; porém, tudo debalde, porque a obra foi por diante. 

As pontes atravessam o Mondego e um pequeno ribeiro. A primeira comunica a cidade com a estrada que conduz a Lisboa. Foi feita por el rei D. Manuel estando, totalmente soterrada pelas areias do rio a que mandara fabricar el rei D. Afonso Henriques. Porém as areias não têem poupado a obra daquele soberano, que se acha quase no mesmo estado a que chegou a do fundador da monarquia. Esta ponte é um dos mais lindos passeios da cidade, assim como é o sitio de mais concorrencia. A outra ponte liga á cidade a estrada do Porto. 

Coimbra tem tido nestes últimos tempos muitos melhoramentos na limpeza e macdamisação de muitas ruas, na iluminação, que é de gaz, na plantação de árvores, no estabelecimento de novas e melhores hospedarias, etc. 

Além dos monumentos antigos já mencionados, há outras antiguidades dignas de menção e de  exame. O palácio da desditosa D. Maria Teles, irmã da rainha D. Leonor Teles, é muito notável, não só pelo interesse histórico do drama que aí se representou, mas também pelo lado da arte. 

Os restos das muralhas que cercaram outrora Coimbra, a porta de Almedina, que a tradição diz chamar-se assim pela matança de moiros que aí houve na tomada da cidade; e sobretudo as relíquias do castelo, que ficou tão celebre na historia portuguesa, pela heróica defensa de Martim de Freitas; as ruínas da igreja e convento de Santa Clara, onde por vezes viveu a rainha Santa Isabel; a fonte dos Amores e outras memorias da infeliz D. Inês de Castro, na quinta das Lágrimas; são objectos que não podem deixar de inspirar curiosidade e veneração. 



Os arrabaldes de Coimbra são nomeados por sua muita formosura. Os viçosos campos, pomares e bosques silvestres das margens do Mondego; os montes e vales por toda a parte verdejantes, ora cobertos de frondoso arvoredo, ora servindo de assento a algum grande edifício religioso, como os conventos de Santa Clara e de S. Francisco de Celas, e de Santo António dos Olivais; por todos os lados rebentando agua em fontes ou correndo em ribeiros, tudo isto são justos títulos para tão grande nomeada. 

Faríamos um longo catalogo se mencionássemos todos os sítios encantadores dos arredores de Coimbra. Não podemos porém deixar de especializar dois, ambos cheios de infinitas belezas e amenidade, um consagrado por um príncipe infeliz á recordação dos seus malogrados amores; outro dedicado pela poesia do sentimento a um dos mais nobres exercícios da nossa alma. Chamam-se esses sítios o Penedo da Saudade e o Penedo da Meditação. 

O termo de Coimbra produz muitos cereais e legumes, grande quantidade de batatas, frutas e hortaliças, azeite e algum vinho. Cria-se nele bastante gado de diversas espécies e abunda em caça. O Mondego fornece algum peixe, mas da Figueira, que fica a sete léguas de Coimbra, é que vem para esta cidade grande abastecimento de peixe do alto mar. 

Conta a cidade uma população superior a treze mil almas. Fazem-se aí as seguintes feiras: a 4 de Julho, no Rossio de Santa Clara; a 24 de Agosto; e em 21 de Setembro no campo de Coimbra. No dia 22 de cada mês há na cidade mercado. 

Entre os filhos ilustres de Coimbra, conta-se o distinto poeta Francisco de Sá de Miranda.

Por Ignacio de Vilhena Barbosa 





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Pelo Censos 2011 Coimbra conta com 143 052 habitantes

Coimbra é  capital do Distrito de Coimbra e a maior cidade da região Centro de Portugal

Freguesias de Coimbra 

Almalaguês, Almedina (zona urbana de Coimbra), Ameal, Antanhol, Antuzede, Arzila, Assafarge, Botão, Brasfemes, Castelo Viegas, Ceira (zona urbana de Coimbra), Cernache, Eiras (zona urbana de Coimbra), Lamarosa, Ribeira de Frades (zona urbana de Coimbra), Santa Clara (zona urbana de Coimbra), Santa Cruz (zona urbana de Coimbra), Santo António dos Olivais (zona urbana de Coimbra), São Bartolomeu (zona urbana de Coimbra), São João do Campo, São Martinho de Árvore, São Martinho do Bispo (zona urbana de Coimbra), São Paulo de Frades (zona urbana de Coimbra), São Silvestre, Sé Nova (zona urbana de Coimbra), Souselas, Taveiro (zona urbana de Coimbra), Torre de Vilela, Torres do Mondego, Trouxemil, Vil de Matos


Eleições Autárquicas - 11/10/2009

Votação por Partido em COIMBRA

PSD/CDS: 41,6% - 6 mandatos
PS: 34,6% - 4 mandatos
PCP: 9,7% - 1 mandato

Candidatos Eleitos pelo Circulo: Coimbra

PPD/PSD . CDS-PP . PPM - CARLOS MANUEL DE SOUSA ENCARNAÇÃO
PS - ÁLVARO JORGE DE MAIA SECO
PPD/PSD . CDS-PP . PPM - JOÃO PAULO LIMA BARBOSA DE MELO
PS - MARIA FERNANDA DOS SANTOS MAÇAS
PPD/PSD . CDS-PP . PPM - MARIA JOSÉ AZEVEDO SANTOS
PS - ANTÓNIO MANUEL VILHENA
PPD/PSD . CDS-PP . PPM - PAULO JORGE CARVALHO LEITÃO
PCP-PEV - FRANCISCO JOSÉ PINA QUEIRÓS
PS - CARLOS MANUEL DIAS CIDADE
PPD/PSD . CDS-PP . PPM - LUÍS NUNO RANITO DA COSTA PROVIDÊNCIA
PPD/PSD . CDS-PP . PPM - MARIA JOÃO GUARDADO MARTINS DE CASTELO-BRANCO

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