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sexta-feira, 18 de julho de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Portugal: negligência médica mata mais que acidentes de viação
«Morrem mais pessoas nos hospitais, de morte evitável (1200), do que nas estradas (700)», diz André Dias Pereira, investigador da Faculdade de Direito de Coimbra.
«A dificuldade está em provar a maior parte das queixas, porque as instituições e os profissionais de saúde tendem a esconder os dados» , afirma o advogado e professor de Direito Administrativo Luís Fábrica.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Uma consulta de Varfine (Varfarina - anticoagulante) no Hospital de Viseu
Uma consulta de Varfine (Varfarina - anticoagulante) no Hospital de Viseu
Começa pela hora a que está marcada, por exemplo 9h30. Um tempo antes (que não é definido, normalmente 20 minutos antes das 9h) os vigilantes começam a entregar senhas numeradas para o Laboratório (mas isso você não descobre a não ser com a experiência). Depois, uns dez minutos antes da hora da consulta, pedem que se forme uma fila e, dependendo do que lá está, deixam ir à frente os que usam canadianas e bengalas.
Parece uma ajuda, mas não é, pois cada um tem uma senha numerada e é por essa ordem que o papel da consulta deve ser entregue no guiché do Laboratório. Portanto tem que se enfrentar outra fila e estar atento, para entregar a sua folha se consulta na ordem certa. Mas essa ordem ditada pelo número da senha não quer dizer que o número 10 vá ser atendido antes do número 13. Pelo meio aparecem pessoas (grávidas, diabéticos e casos que têm prioridade) que se intrometem entre os números, isto para já não falar do número de pessoas que estão a tirar sangue e do tempo que cada um demora a tirar a roupa, depois a vestir-se e, por fim, se correu sangue demais ou não. Normalmente por volta das dez e meia já estão todos despachados. Pelo meio é necessário ir entregar o cartão a outro guiché que se encontra depois de passar a porta que está em frente à do Laboratório, não o primeiro, mas o seguinte, do lado esquerdo. Pode haver fila aí também.
A partir da recolha de sangue é necessário esperar pelos resultados; normalmente vão saindo a conta gotas e vai sendo entregue a cada um a folha com a dose a tomar e a de marcação de nova consulta. Isto se os resultados estiverem dentro dos parâmetros estabelecidos. Se não estiverem ter-se-á que esperar pelo fim para se ser recebido pela doutora, o que pode acontecer até à uma da tarde, se não mais.
Antes de sair é necessário voltar ao guiché onde se entregou o cartão e entregar o papel da nova consulta, que será introduzida no computador. Pode ser rápido, mas também pode haver uma nova fila. E é bom não se esquecerem de perguntar se há alguma coisa a pagar, porque a alternativa é receberem em casa uma carta ameaçadora dizendo que se não for pago 1 euro e 20 cêntimos em quinze dias (é verdade) terão problemas.
Como se vê, é uma manhã perdida para quem acompanha um paciente e horas de espera para quem precisa. Não se pode esperar que as coisas melhorem, é mesmo assim e o pessoal do Hospital de Viseu até é do melhor que se pode encontrar.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Santarém: Jovem com dor de garganta acaba por morrer
Correio de Manhã, Edição Impressa de 14 de Dezembro de 2011. Preço: 0€90 com IVA
Santarém: Jovem com dor de garganta acaba por morrer
No dia seguinte a ter sido atendido e mandado para casa por um médico do Centro de Saúde de Benavente, um jovem de 18 anos que se queixava de uma inflamação de garganta, acabou por morrer no Hospital de Santarém com uma infecção geral, apesar dos médicos deste hospital tudo terem feito para o salvar.
Apesar da família suspeitar de negligência médica, decidiu não solicitar a realização da autópsia.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Quer saber porque tem peso a mais e não come demasiado?
O Índice Glicémico e a Obesidade
Extractos de uma entrevista dada em data desconhecida por Michel Montignac ao diário espanhol El Mundo
- O paradoxo da alimentação ocidental está em que consumimos menos calorias mas a obesidade multiplicou-se por quatro.
Michel Montignac (1944-1910) defendia que a solução está no Índice Glicémico, um critério metabólico relacionado com a insulina, segundo o qual devemos eliminar os venenos açucar e leite da nossa alimentação, disfrutando em troca de alimentos como o presunto ibérico e o azeite.
- A insulina é uma hormona que orienta a energia em duas direcções: ou queima ou acumula. Se há pouca insulina queimamos muita energia. Se há muita insulina, acumulamos energia convertendo-a em gordura.
- Quais os alimentos que incrementam a segregação de insulina? Os que contém um Índice Glicémico alto, ou seja, os que contém demasiados açucares. É o caso do pão branco, arroz branco, mel, cenouras fervidas, a batata, a farinha, o milho, etc..
- Como se vê esses alimentos têm poucas calorias e são recomendados em muitas dietas, mas a verdade é que fazem engordar, porque o seu consumo desperta o fluxo de insulina. O que não sucede com as lentilhas, feijão ou muitas outras gorduras e hortaliças.
- Também não ocorre com outros alimentos normalmente proibidos, como os frutos secos ou o chocolate com mais de 70% de pureza.
- Não há relação entre calorias e quilos; isso é um mito.
- Na população ocidental, o consumo energético quotidiano diminuiu cerca de 50% desde os anos 30 e 35% desde os anos 60. Mas a obesidade multiplicou-se por quatro. Como é que se explica isto? Quanto menos se come, mais se engorda?
- É um erro falar de quantidades e de calorias. A chave está na qualidade do alimento, as suas características, a sua influência no processo do metabolismo.
- O açúcar é um veneno que não existia nas nossas mesas. Em 1800 o consumo situava-se nos 150 gramas por pessoa/ano. Hoje subiu para 40 quilos na Europa e 60 nos Estados Unidos. É daí que provém o excesso de estimulação da insulina.
- E quando se fala do veneno do açúcar, deve estender-se a ideia às bebidas açucaradas consumidas em grandes quantidades e aos produtos light, que acabam por provocar o mesmo efeito por estimularem a insulina, mesmo que tenham apenas uma caloria.
- A batata é outra novidade. Não fazia parte da nossa dieta e agora está por todo o lado. o arroz pode consumir-se desde que seja basmati; em caso nenhum arroz industrial, cheio de glúten e submetido a vários processos de refinação. A cenoura pode ser consumida crua; ao ser fervida dispara o Índice Glicémico, porque se altera a sua estrutura molecular. O pão branco é pernicioso; o melhor é comer pão integral ou de centeio.
- Os produtos lácteos e os queijos frescos estimulam directamente a segregação de insulina.
- Somos o único animal que se alimenta do leite de outras espécies.
- Há um excessivo consumo de leite de vaca, que acreditamos ser bom para o cálcio; mas hoje podemos dizer que por sua culpa acontece o contrário. O leite de vaca é um risco para a osteoporose e para a descalcificação infantil. É uma verdade incómoda para os interesses extraordinários dos colossos agro-alimentares.
- É um círculo vicioso: os governos assinalam o problema da obesidade e falam de epidemia. Mas acontece que os nutricionistas são pagos pela indústria agro-alimentar, que por sua vez financia os estudos de nutrição. Os médicos das comissões governamentais fazem parte dos conselhos científicos das grandes multinacionais.
- A O.M.S. reconhece o Índice Glicémico como o melhor critério para interpretar o mecanismo da obesidade.
- Mas os produtos das grandes marcas têm um Índice Glicémico desaconselhado. O pior exemplo são os Estados Unidos da América: fast-food, cereais açucarados, donuts, pipocas... Resultado: 39% de obesos.
- Na dieta mediterrânica existe uma forte tradição alimentícia. Consomem-se boas gorduras, como o azeite; peixe, verduras, legumes e fruta.
- Mas somos vítimas dos hábitos americanos.
- O homem sabia comer; a civilização eliminou a sua relação animal e directa com a comida; e com isso a capacidade intuitiva de saber o que é bom e o que é mau.
- O desporto não faz perder peso. Para perder um quilo de gordura é necessário queimar 8 mil calorias; isto é, fazer jogging durante 30 horas seguidas.
- Um copo de vinho depois de comer diminui o risco de doenças cardiovasculares, ajuda a não envelhecer e previne problemas cancerígenos.
- A demonização do vinho, ligando-o ao alcoolismo, vem do puritanismo protestante.
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