quarta-feira, 29 de junho de 2011

História: Guimarães em 1852



História

Guimarães em 1852


A vila de Guimarães é uma das mais importantes do reino. Foi berço da monarquia, porque ali assentou sua corte o conde D. Henrique, ali nasceu o grande Afonso I.

A industria de seus habitantes é bem conhecida pelas linhas, panos de linho e obras do cutelaria, que de Guimarães saem para todo o reino. A uma légua da vila estão os banhos chamados Caídas de Vizela, frequentados romanos, que ali erigiram um templo a Ceres.

A condessa Mumadona, tia de D. Ramiro, rei de Leão, e viuvá de Hermenegildo, conde de Tui, e governador da província de Entre Douro e Minho, fundou um mosteiro, para a ele se acolher na sua viuvez. Sobre o local onde estava a igreja fundada pela condessa, deu o conde Henrique principio a Colegiada, com o nome de capela real; nela pôs clérigos, e lhe deu por prior o seu físico mor, D. Pedro Amarello; mas o templo que ora existe foi mandado edificar pelo mestre e Avis D. João I, e dedicado a Santa Maria da Oliveira, em memoria da celebre batalha de Aljubarrota, como se vê na inscrição posta por baixo do escudo de armas que está colocado a entrada da porta principal, entre dois anjos e tem por timbre um Serafim que sustenta a coroa real.

A estampa representa o frontispício da igreja da Colegiada, cuja antiguidade está hoje profanada pela cal dos nossos dias. O tecto era de vigamento grosso, todo lavrado com aquele primor, que ainda hoje se admira na Se do Funchal. As arcarias eram majestosas, e as três naves estavam em harmonia com tudo o mais; mas as madeiras doiradas e as pedras brancas dos modernos tiraram ao templo aquele aspecto ancião, que o tornara tão venerando.

No ano de 1664 mandou o prior D. Diogo Lobo da Silveira abrir um nicho dentro do templo, do lado da epistola, para guardar a pia, em que Afonso Henriques fora baptizado pelo arcebispo de Braga S. Giraldo.

Na sacristia ainda se conserva o altar de prata tomado aos castelhanos em Aljubarrota, e o pelote que D. João I levava vestido no dia daquela gloriosa batalha.


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Pelo Censos 2011 Guimarães conta com 158 108 habitantes


Freguesias de Guimarães:

Brito, Caldelas (vila das Caldas das Taipas), Lordelo, Moreira de Cónegos, Ponte, Ronfe, São Jorge de Selho (vila de Pevidém), São Torcato (AMU), Serzedelo. Aldão, Azurém, Costa, Creixomil, Fermentões, Gondar, Mascotelos, Mesão Frio, Oliveira do Castelo, Pencelo, Polvoreira, Santiago de Candoso, São Cristóvão de Selho, São Lourenço de Selho, São Martinho de Candoso, São Paio, São Sebastião, Silvares, Urgezes, Calvos, Conde, Corvite, Gandarela, Gémeos, Guardizela, Nespereira, Pinheiro, Santa Eufémia de Prazins, Santa Maria de Airão, São Faustino, anteriormente São Faustino de Vizela, São Martinho de Sande, Serzedo, Vermil, Vila Nova de Sande, Arosa, Atães, Balazar, Barco, Castelões, Donim, Figueiredo, Gominhães, Gonça, Gondomar, Infantas, Leitões, Longos, Oleiros, Rendufe, Salvador de Briteiros, Santa Leocádia de Briteiros, Santa Maria de Souto, Santo Estêvão de Briteiros, Santo Tirso de Prazins, São Clemente de Sande, São Lourenço de Sande, São João Baptista de Airão, São Salvador de Souto, São Tomé de Abação, Tabuadelo




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