A misteriosa morte do Papa João Paulo I
Quando o papa Paulo VI morreu, em 1978, iniciou-se o ano dos três papas.
Albino Luciani foi eleito para suceder a Paulo VI e adoptou o nome de João Paulo I. Logo após a eleição terá dito a alguém próximo que o seu pontificado não iria durar muito tempo.
Efectivamente, 33 dias depois, a 28 de Setembro de 1978, João Paulo I morria. O Vaticano informou que o Papa morrera na noite anterior de ataque cardíaco. Até aqui tudo bem. Mas foi a partir daqui que começaram as contradições do Vaticano que levaram a que surgissem as mais variadas teorias de conspiração.
A primeira contradição está em quem descobriu o corpo; embora tenha sido uma freira, a irmã Vicenza, que há muito trabalhava para o Papa e o acordava todas as manhãs, quem descobriu o Papa morto, a versão oficial do Vaticano atribui essa descoberta a um dos secretários do Papa, o padre Diego Lorenzi. Acrescente-se que a irmã Vicenza fez um muito oportuno voto de silêncio depois da morte de João Paulo I.
Ao contrário do relatório pormenorizado que o Vaticano revelara sobre a morte de Paulo V, o corpo do Papa João Paulo I nem sequer foi autopsiado, sendo embalsamado logo após a descoberta. Alguns especulam que um poderoso veneno deixou os restos mortais de João Paulo I em tão mau estado que altas individualidades do Vaticano decidiram apressar todo o processo e abafar um assassinato no profundo silêncio que o Vaticano nos habituou a enterrar o que não lhe convém que seja conhecido.
Mas quem poderia ter razões para matar o Papa Sorriso?
Os suspeitos do costume: os comunistas e a maçonaria. A que se acrescenta mais um: a Opus Dei. Segundo parece, nas mãos do papa assassinado encontravam-se documentos pouco abonatórios para a Opus Dei e que João Paulo I se preparava para tomar uma posição firme contra esta organização.
O certo é que as contradições do Vaticano não contribuíram em nada para esclarecer as causas da morte de Albino Luciani, antes servindo apenas para promover a especulação.
A 16 de Outubro de 1978 era eleito Karol Wojtyla, que escolheu o nome de João Paulo II e, curiosamente, foi um grande protector da Opus Dei a ponto de santificar o fundador desta organização, Josemaria Escrivá de Balaguer, em 2002.
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