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domingo, 9 de outubro de 2011

História da Golegã e imagem de 1860 do antigo brasão


História da Golegã e imagem de 1860 do antigo brasão



A VILA DA GOLEGÃ


No meio de campinas dilatadissimas, próximo do Tejo, está assentada a Vila da Golegã, em terreno tão plano, que este rio nas suas inundações, invade uma boa parte da povoação, cercando-a por tal modo, que só em barcos se pode sair dela. Fica a quatro léguas sudoeste de Santarém e uma sul de Torres Novas.

Teve principio esta vila numa estalagem que aí estabeleceu uma mulher natural da Galiza, por ser um ponto muito frequentado de viajantes, principalmente dos que transitavam de Santarém para Tomar e Coimbra.

Com o tempo foram-se edificando algumas casas junto á estalagem. A fertilidade do terreno foi atraindo novos povoadores e assim veio a formar-se uma vila, onde anos antes era um deserto.

Não encontramos memoria da época em que se fundou a estalagem, mas deveria ser em tempos muito antigos, por essa mesma falta de noticias e porque no século XV já existia a povoação. Como geralmente chamavam à estalagem a venda da Galega, passou este nome para a povoação que denominaram vila da Galega, que com o andar do tempo se corrompeu no de vila da Golegã. Mas a sua origem está comemorada no seu brasão de armas, que consiste em um escudo verde, aludindo á fertilidade dos campos e, no meio dele, uma figura de mulher com uma infusa na mão.

Situada sobre a antiga estrada real que ligava Lisboa ás províncias do norte do reino, a Golegã prosperou muito até ao reinado de D. Maria I, em que se abriu a nova estrada real por Leiria e Pombal.

Então começou a decair, como sucedeu a Santarém e ás outras terras a que a estrada velha dava vida e animação. Contudo a riqueza do solo contrabalançou- lhe, de algum modo, os tristes efeitos daquela mudança, que não se limitaram á falta de concorrencia de passageiros, antes também deles resultou a ruína imediata da abandonada estrada. O desenvolvimento que tem tido a agricultura entre nós, de 1833 para cá, tem feito sentir ali o seu benéfico influxo. A vila tem aumentado em edifícios, industria e riqueza.


A Golegã conta perto de três mil habitantes e uma única paróquia, intitulada de Nossa Senhora da Conceição, a qual foi fundada por el rei D. Manuel. Tem casa de Misericórdia, as ermidas do Salvador, S. João, Santo António e S. Miguel. Teve um convento de frades franciscanos. Há na vila muitas casas de boa aparência e algumas que podem chamar-se belas residências, pois que aí se encontram muitas famílias nobres e opulentos lavradores.

Lavoira de cereais em grande escala, extensos olivais, muitas vinhas e dilatados prados onde se criam gados de variada espécie, constituem os principais elementos da sua industria agrícola.

Está no seu termo a quinta da Cardiga, junto do Tejo, que foi dos freires de Cristo do convento de Tomar e boje pertence ao senhor Almeida Lima. É uma das maiores propriedades que há em Portugal e também uma daquelas onde melhor se executam as boas praticas e novos processos da agricultura. É um estabelecimento agrícola a todos os respeitos muito importante e completo, que pode ser visitado sem vergonha do país por qualquer estrangeiro. Foi comprada ao estado em 1834 por Domingos José d Almeida Lima, pai do actual possuidor, pela quantia de duzentos contos, se nos não falha a memoria.

No mesmo termo há ainda outras quintas muito grandes, como a da Labruja, que foi dos jesuítas, a dos Alemos, a do Paul, etc.

Em Novembro tem a Golegã a sua feira anual, que é das mais importantes do reino. Começa no dia 11 e dura oito dias. É mui grande a concorrencia de gente, de géneros e de gado, não só do país mas igualmente de Espanha.

Por Ignacio de Vilhena Barbosa


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Pelos Censos 2011 a Golegã conta com 5482 habitantes

Freguesias da Golegã 

Azinhaga
Golegã 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

História: Primeira feira de cavalos da Golegã


História

Primeira feira de gado cavalar da Golegã

Verificou se na Gollegã a feira e o concurso de gado cavallar que tinham sido adiados por causa das providencias sanitarias que se adoptaram quando o cholera-morbus invadiu a cidade de Elvas. No concurso foram admittidos 39 cavallos, sendo 7 da casa real, de extraordinaria belleza e finissima raça; 15 do sr. Raphael Jose da Cunha, um dos mais abastados e primorosos criadores nacionaes; 5 do sr. Rodrigo da Cunha Franco; 2 do sr. conde de Sobral; 1 do sr. Jose Maria de Seixas da Chamusca; e 1 do sr. Francisco Vaz Monteiro.

Para a feira foi uma commissao de remonta, presidida pelo sr. commandante geral da guarda municipal de Lisboa, e alli comprou 65 cavallos para diversos corpos de cavallaria.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

História: Criado Concurso de gado cavalar na Feira da Golegã


História

Criado Concurso de gado cavalar na Feira da Golegã


Foi creado por decreto de 10 de junho ultimo, um concurso annual de gado cavallar no Ribatejo. Ao concurso serão unicamente admittidos cavallos nascidos e criados em Portugal, seja qual for a sua procedencia, uma vez que não tenham menos de quatro annos nem mais de seis.

O concurso effeituar-se-ha na Golegã, na ocasião da feira de S. Martinho em 11 de novembro.

O ministerio das obras publicas applica para este concurso a quantia de 500$000 réis que será assim distribuida:
Premio de honra - Uma taça de prata no valor ile 250$000 réis. Premios pecuniarios - 1º, 100$000 réis; 2º 60$000 réis; 3º 40$000 réis; 4º 30$000 réis; 5º 20$000 réis.

O premio de honra será conferido ao productor ou creador que apresentar os seis melhores cavallos. O primeiro premio pecuniario ao productor ou creador que apresentar os melhores cavallos; o segundo ao concorrente que apresentar o melhor cavallo; os premios restantes serão conferidos aos concorrentes que apresentarem cavallos immediatos em merito.


ANNUARIO DO ARCHIVO PITTORESCO PUBLICAÇÃO MENSAL JULHO N 19 1865